Soja encerra quarta-feira com negociações pontuais, preços variados e atenção ao clima

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Mercado brasileiro de soja enfrenta volatilidade e preços mistos.

O mercado brasileiro de soja apresentou uma jornada marcada por intensas oscilações e preços variados. Nesta quarta-feira (11), surgiram algumas oportunidades pontuais de negócios em meio a um cenário comercial travado.

Nas regiões onde a colheita está atrasada devido a condições climáticas adversas, a situação favorece os produtores que já conseguiram colher parte de suas safras. Essa dinâmica melhora a barganha para esses agricultores, que permanecem atentos ao avanço da colheita e às condições climáticas, especialmente com o excesso de chuvas no Centro-Oeste.

De maneira geral, a comercialização nos portos e no interior do país continua limitada. Os preços não são considerados atrativos, o que mantém a curva de cotações pressionada, dificultando movimentações mais significativas no mercado.

Preços de soja no Brasil

No Rio Grande do Sul, Passo Fundo e Santa Rosa apresentaram preços de R$ 125,00 e R$ 126,00, respectivamente. Em Cascavel, no Paraná, o preço chegou a R$ 117,00. Rondonópolis, no Mato Grosso, teve o preço fixado em R$ 107,00, enquanto Dourados, no Mato Grosso do Sul, manteve-se em R$ 108,00. Em Rio Verde, Goiás, o preço caiu de R$ 109,00 para R$ 108,00. Por outro lado, em Paranaguá, o preço permaneceu em R$ 127,00, e no Rio Grande, o valor caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00.

Contratos futuros de soja

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros da soja registraram alta, apesar da volatilidade no mercado. O clima de menor aversão ao risco no setor financeiro, junto com expectativas de aumento na demanda chinesa pelo produto americano e preocupações com as condições climáticas na América do Sul, sustentaram as cotações.

Além disso, a alta nos preços do petróleo e a queda do dólar frente a outras moedas contribuem para um cenário favorável às exportações americanas. O mercado está avaliando sinais de possíveis compras adicionais da China e dos Estados Unidos, mesmo em um período que tradicionalmente favorece o produto brasileiro e argentino.

Clima

As condições climáticas continuam a ser uma preocupação significativa. O Centro-Oeste brasileiro enfrenta excesso de chuvas, o que atrasa a colheita. Enquanto isso, no Sul do país e na Argentina, a falta de precipitações gera inquietude entre os produtores. Apesar disso, a expectativa para a safra brasileira permanece otimista, com estimativas de 180 milhões de toneladas segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Um relatório divulgado limitou reações mais intensas nas cotações, mantendo muitos contratos no campo negativo durante a maior parte do dia.

Contratos futuros de soja

Nos contratos futuros, a soja com entrega em março encerrou com alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,13%, a US$ 11,24 por bushel. A posição de maio fechou a US$ 11,39 1/2 por bushel, com uma elevação de 2,00 centavos ou 0,17%.

Entre os subprodutos, o farelo para março subiu US$ 1,90, ou 0,63%, atingindo US$ 302,70 por tonelada. O óleo com vencimento em março fechou a 57,05 centavos de dólar por libra-peso, com uma perda de 0,22 centavo, ou 0,38%.

Câmbio

No mercado cambial, o dólar comercial encerrou a R$ 5,1866 para venda, com uma queda de 0,19%. O Dollar Index operava com leve alta, enquanto o dólar futuro para março era cotado a R$ 5.202,500, em queda de 0,17%. O fluxo externo pressionou a moeda americana, influenciado por dados do payroll dos Estados Unidos e declarações do presidente

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