EUA Impedem Visto do Presidente Palestino a Dias da Assembleia Geral da ONU

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Mahmoud Abbas critica Israel em discurso na ONU, acusando-o de genocídio e crimes de guerra.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, não poderá participar presencialmente da Assembleia Geral da ONU, que se inicia na próxima semana em Nova York, devido à negativa de visto por parte dos Estados Unidos. Essa informação foi divulgada na quarta-feira (16).

Este é o segundo ano consecutivo que Abbas enfrenta essa situação. No ano anterior, ele discursou por videoconferência, após o governo americano revogar os vistos de sua delegação.

Além disso, o Departamento de Estado dos EUA anunciou novas sanções contra membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e funcionários da Autoridade Palestina, alegando que essas entidades não cumpriram compromissos assumidos com os Estados Unidos.

O governo americano também acusou a Autoridade Palestina de continuar a pagar benefícios a indivíduos identificados como terroristas e de glorificar atos de terrorismo em suas comunicações públicas e materiais escolares.

Essas sanções foram justificadas pela falta de reformas por parte da OLP e da Autoridade Palestina, além de ações que, segundo os EUA, comprometem as perspectivas de um acordo de paz no Oriente Médio.

No ano passado, a ONU havia aprovado uma resolução que permitiu a Abbas realizar seu discurso por videoconferência, com 145 votos a favor. Estados Unidos e Israel foram contrários à proposta, que teve também algumas abstenções.

O que é a Autoridade Palestina

A Autoridade Nacional Palestina, presidida por Mahmoud Abbas, exerce funções governamentais em partes da Cisjordânia. Criada após os acordos de Oslo na década de 1990, a entidade faz parte do processo de autogoverno palestino.

Essa autoridade está ligada à OLP, que reúne diversos grupos políticos palestinos e mantém rivalidade com o Hamas.

Desde que o Hamas conquistou as eleições legislativas em 2006 e assumiu o controle da Faixa de Gaza, a Autoridade Palestina não exerce mais controle sobre esse território, concentrando-se nas áreas da Cisjordânia.

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