Sandro Fávero comemora uma década como narrador do Freio de Ouro

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Sandro Fávero celebra 10 anos como narrador do Freio de Ouro, refletindo sobre sua trajetória e o impacto do evento no agronegócio.

O jornalista da Rádio Guaíba, Sandro Fávero, comemorou uma década como narrador do Freio de Ouro durante a edição deste ano do evento. Sua experiência na Comunicação enriqueceu sua atuação nas competições de equinos, onde a agilidade, descontração e conhecimento do agronegócio são essenciais.

Para Sandro, alcançar este marco de 10 anos representa a consolidação de um trabalho que começou há 20 anos em outras modalidades hípicas em São Paulo. Ele destaca a importância de retornar ao Rio Grande do Sul e trabalhar com o Cavalo Crioulo, um símbolo do estado, como um ponto culminante em sua carreira.

As memórias mais vívidas de Sandro incluem o narrador Alexandre Crespo, que faleceu em 2015. Ele recorda o entusiasmo de Crespo ao falar sobre a raça e o Freio, e menciona que, momentos antes de iniciar sua primeira transmissão em 2016, fez uma prece em homenagem a ele, ciente da responsabilidade que assumia.

Passado e presente

O tempo trouxe transformações significativas tanto para Sandro quanto para as transmissões do evento. Ele observa que, ao longo dos anos, seu conhecimento sobre as regras e a equitação crioula aumentou, assim como sua compreensão sobre os protagonistas do espetáculo: os cavalos, ginetes e criadores. Bordões icônicos como “pegou o elevador” e “10! 10! 10! Carimba!” tornaram-se parte de seu repertório.

As transmissões também evoluíram, saindo da televisão para o ambiente digital. Sandro destaca que a chegada do streaming permitiu uma interação mais rica com o público, aprimorando a experiência das apresentações.

Com uma sólida formação em Jornalismo Esportivo, Sandro traz agilidade e instantaneidade para suas narrações. Sua experiência na cobertura do agronegócio, tanto no Canal Rural quanto na Rádio Guaíba, também contribuiu para sua atuação. Ele enfatiza que o Freio de Ouro é mais do que um evento equestre; é uma prova de seleção e melhoramento da raça crioula, intimamente ligada à atividade agropecuária.

Estudos indicam que a raça movimenta mais de R$ 5 bilhões anualmente no Brasil, envolvendo vendas de animais, mercado veterinário, rações e eventos esportivos. Sandro ressalta que as narrações estão diretamente conectadas às notícias do setor, já que muitos criadores são também agropecuaristas.

Recordações de uma década

Entre os momentos memoráveis, Sandro destaca o encontro entre o para-atleta Ricardinho e o ginete Milton Castro, um evento emocionante que uniu dois grandes nomes. Além disso, a final do Freio de Ouro da Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos (FICCC) em Montevidéu, onde o cavalo uruguaio Colibri Matrero conquistou o título, foi um marco em sua carreira.

O cavalo, montado pelo brasileiro Gabriel Marty, se tornou um ícone, acumulando diversos títulos e emocionando o público. Sandro reflete que, a cada nova edição do evento, a expectativa é que seja impossível superar a anterior, mas sempre se surpreende com o que está por vir.

Para o futuro, Sandro deseja continuar se atualizando e acompanhando as inovações tecnológicas que moldam o cenário das transmissões e do agronegócio.

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