Polícia busca Milton Leite, que é alvo de mandado de prisão

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Milton Leite, ex-presidente da Câmara de São Paulo, não se entrega às autoridades e é alvo de operação policial.

O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, não compareceu às autoridades na sexta-feira, 18 de setembro de 2026, descumprindo o prazo de 24 horas que havia estabelecido para se entregar. Ele é alvo de um mandado de prisão relacionado à Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte e na administração pública.

Na manhã do mesmo dia, a polícia realizou buscas em um imóvel em Sorocaba, onde acreditava-se que Leite pudesse estar. No entanto, ele não foi encontrado no local. Durante a operação, foram apreendidos R$ 280 mil e US$ 89 mil, totalizando cerca de R$ 457 mil. Uma outra pessoa estava presente no imóvel, mas não conseguiu explicar a origem do dinheiro e dos documentos encontrados.

Com a busca sem sucesso, Milton Leite continua entre os alvos da ordem de prisão, que abrange um total de 16 investigados. Até o momento, dez pessoas foram presas, enquanto outras seis permanecem foragidas.

<pEm um áudio enviado na quinta-feira, 17 de setembro, Milton Leite afirmou que estava fora da cidade para compromissos de campanha política e que se apresentaria em até 24 horas. Ele também negou estar foragido e qualquer relação com o PCC, ressaltando que suas interações com empresas de ônibus eram estritamente institucionais.

Na manhã de quinta-feira, Leite havia mantido contato com a reportagem, mas na sexta-feira não respondeu a mensagens e não atendeu a chamadas. Sua defesa ainda não foi localizada para comentar o caso.

Manifestação da família

A família de Milton Leite divulgou uma nota no Instagram na noite de quinta-feira, informando que tomou conhecimento da decisão judicial através da imprensa. Os familiares afirmaram que estavam analisando a situação com seus advogados e expressaram confiança de que os fatos seriam esclarecidos, destacando que Leite sempre colaborou com as investigações quando solicitado.

A nota da família enfatiza a tranquilidade e confiança na justiça, ressaltando que Milton Leite sempre cooperou com as instituições ao longo de sua vida pública.

UNIÃO BRASIL

O partido União Brasil, do qual Milton Leite é presidente estadual, foi contatado por e-mail para comentar sobre a operação e o envolvimento do ex-vereador. Até o momento, não houve resposta, mas a matéria será atualizada caso o partido se manifeste.

Investigação e acusações

A Operação Vectura Corrupta investiga a suposta infiltração do PCC em empresas de transporte coletivo e na administração pública em São Paulo. As investigações apontam que pelo menos 12 das 22 empresas de transporte da capital poderiam estar sob controle da facção criminosa, uma alegação que ainda precisa ser confirmada judicialmente.

A operação resultou na expedição de 18 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo a capital e municípios da Grande São Paulo. As investigações indicam suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e uso de empresas de ônibus para movimentar recursos ilícitos.

Milton Leite é mencionado na decisão judicial como alguém que teria envolvimento nas operações das empresas de transporte investigadas. Seu nome aparece em diálogos e outros elementos coletados pelos investigadores, incluindo depoimentos de policiais que o identificaram como “dono de fato” da Transwolff, uma empresa já investigada anteriormente. A Transwolff nega qualquer vínculo com Leite, que também se defende, afirmando não ter ligação com o PCC.

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