Gestora com R$ 5 bilhões na carteira considera derrota de Lula como quase certa
Gestora aponta Flávio Bolsonaro em vantagem sobre Lula nas eleições de 2026
A eleição presidencial de 2026 ainda está em fase preliminar, mas uma gestora que administra cerca de R$ 5 bilhões já delineia um cenário em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentaria desvantagens no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL.
Em um relatório recente, a gestora estima que Flávio Bolsonaro poderia conquistar entre 50,35% e 52,6% dos votos válidos em uma eventual disputa direta com Lula. O cenário central indica um placar de 52% a 48% a favor do senador.
Essa análise vai além das pesquisas eleitorais, que mostram uma competição acirrada. A gestora acredita que Lula está mais desgastado do que os dados refletem, com uma erosão de sua base observada em regiões e grupos que foram cruciais para sua vitória em 2022.
A gestora admite não ter certeza sobre o resultado final da eleição, mas os dados atuais sugerem que Flávio Bolsonaro teria uma vantagem, caso a votação ocorresse hoje.
Rejeição virou o principal termômetro
A rejeição dos candidatos é um dos principais elementos da análise.
Os dados indicam que Lula apresenta uma rejeição de 52,5%, quase três pontos percentuais acima da de Flávio. Este índice é crucial em uma eleição de segundo turno, onde eleitores sem preferência são forçados a escolher entre os dois candidatos.
A lógica se baseia no comportamento observado nas últimas eleições presidenciais. Desde 2014, a rejeição demonstrou uma relação próxima com os resultados eleitorais.
Assim, a disputa de 2026 se configura mais como um “concurso de feiura”, onde vence quem for menos rejeitado, e atualmente, essa vantagem parece estar com Flávio Bolsonaro.
Desgaste de Lula não aparece apenas na eleição
Outro ponto destacado é a avaliação do governo Lula.
A desaprovação da gestão é de 55,2%. Para efeito de comparação, Jair Bolsonaro chegou ao segundo turno de 2022 com uma desaprovação de 54,2% e 45,8% de aprovação.
Baseando-se na conversão de aprovação em votos observada nas eleições anteriores, Lula poderia alcançar cerca de 48,1% dos votos válidos em um segundo turno, embora essa conversão não seja garantida para 2026.
Nordeste deixa de ser uma fortaleza tão segura
Um aspecto crítico da análise diz respeito ao Nordeste.
Em 2022, Lula obteve aproximadamente 69% dos votos válidos na região, mas as pesquisas atuais indicam uma queda para cerca de 65%. Essa diferença, embora pareça pequena, é significativa, pois a região representa cerca de 33,5 milhões de votos válidos.
Cada ponto percentual perdido por Lula pode significar aproximadamente 670 mil votos transferidos para o adversário. A Bahia é um estado que preocupa, com quedas de até 9 pontos nas intenções de voto para Lula.
Além disso, a gestora observa uma diminuição do apoio entre os jovens na Bahia, que caiu de mais de 83% para menos de 64% nas intenções de voto entre eleitores de 16 a 24 anos.
Segurança pública entra no centro da eleição
A mudança mais importante no comportamento do eleitor não é uma guinada ideológica, mas uma alteração nas prioridades.
Segurança pública passou a ser uma das principais preocupações dos brasileiros nos últimos anos, um tema que historicamente favorece a direita e coloca o PT em uma posição desafiadora.
Pesquisas mostram que Flávio Bolsonaro é considerado mais confiável que Lula para lidar com a segurança pública, com uma vantagem de 54% a 46%. Essa percepção pode explicar a perda de apoio de Lula entre eleitores independentes, jovens e aqueles que vivem em áreas mais afetadas pela criminal