EUA selam pacto estratégico para dominar a segurança da Groenlândia: descubra os interesses ocultos por trás dessa manobra
Donald Trump formaliza acordo de defesa com a Groenlândia, assegurando controle militar dos EUA na região.
O presidente dos Estados Unidos anunciou que os norte-americanos serão responsáveis pela segurança da Groenlândia “para sempre”. Um tratado formal sobre esse assunto deve ser assinado com a Dinamarca na próxima semana.
Esse acordo representa uma vitória significativa para Trump, que há tempos defende a anexação da ilha. Recentemente, ele fez várias declarações sobre a Groenlândia, que, embora pertença à Dinamarca, possui um governo autônomo e discute a possibilidade de independência.
Segundo o presidente, a Groenlândia é essencial para a segurança dos EUA e de outros países. Ele destacou a importância estratégica da ilha em entrevistas, enfatizando a necessidade de presença militar na região.
“Precisamos da Groenlândia para a segurança internacional. Precisamos dela”, declarou em uma entrevista. “Odeio colocar dessa forma, mas temos que ficar com ela.”
Trump também mencionou a possibilidade de usar força militar para garantir a posse da Groenlândia, além de ameaçar tarifas à União Europeia caso o território não fosse cedido aos EUA. Na época, autoridades da Groenlândia e da Dinamarca afirmaram que a ilha não estava à venda.
O cenário mudou no início deste ano, quando começaram as negociações entre Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos, focadas em um tratado de segurança no Ártico.
A Groenlândia, coberta em 80% por gelo e com aproximadamente 57 mil habitantes, é a maior ilha do mundo, rica em hidrocarbonetos e minerais essenciais para a transição energética.
Embora geograficamente parte da América do Norte, a Groenlândia mantém laços estreitos com a Dinamarca, tendo se tornado parte do Reino dinamarquês em 1953 e seguindo a Constituição dinamarquesa.
Em 2009, a Dinamarca concedeu à Groenlândia um governo autônomo, permitindo a possibilidade de uma declaração de independência por referendo.
Trump não é o primeiro presidente dos EUA a tentar adquirir a Groenlândia. Após a Segunda Guerra Mundial, Harry Truman ofereceu US$ 100 milhões em ouro pela ilha, buscando garantir um território estratégico durante a Guerra Fria. A proposta foi rejeitada, mas os EUA conseguiram estabelecer uma base militar na ilha na década de 1950.
Durante seu primeiro mandato, Trump expressou interesse em comprar a Groenlândia, mas as autoridades locais reiteraram que a ilha não estava à venda. Em janeiro de 2025, ele voltou a falar sobre a Groenlândia, sugerindo que poderia servir como uma plataforma para monitorar ameaças da Rússia e Europa.
A presença de radares e bases militares na Groenlândia fortaleceria o sistema de defesa americano, além de facilitar o monitoramento de atividades navais na região, especialmente submarinos russos.
O aquecimento global e o derretimento do gelo no Ártico também aumentam a relevância estratégica da Groenlândia, com novas rotas de navegação se tornando viáveis, o que poderia alterar a dinâmica do comércio internacional.
A China, com interesses no Ártico, investe na construção de navios quebra-gelo e é o maior produtor de carros elétricos e turbinas eólicas, setores que dependem de minerais estratégicos. Os EUA buscam evitar que a China avance na região.
Trump, em uma postagem nas redes sociais, afirmou que o acordo garantirá que os EUA possam proteger a Groenlândia e seus próprios interesses. O tratado estipula que nenhum adversário dos EUA poderá estabelecer bases ou presença militar na Groenlândia sem autorização americana.
“Começaremos imediatamente o processo de desenvolvimento de uma grande presença militar na parte apropriada da Groenlândia”, declarou Trump.
Dinamarca e Groenlândia manifestaram apoio ao acordo, que, segundo a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reconhece a soberania do território e fortalece a segurança na região do Ártico e do Atlântico Norte.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, ressaltou que o acordo respeita os interesses da Groenlândia e será benéfico para todos os envolvidos. Os detalhes do acordo ainda não foram divulgados e a assinatura está prevista para a próxima semana durante a Assembleia Geral da ONU.
Embora a Groenlândia tenha