Debate com baixa adesão reúne Zema, Cury e Samara em São Paulo
Debate presidencial em São Paulo teve baixa participação de candidatos
O debate presidencial realizado em São Paulo nesta sexta-feira (18.set.2026) contou com a presença de apenas três dos sete candidatos convidados, evidenciando a ausência dos principais nomes nas pesquisas eleitorais.
Participaram do encontro Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP). Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) não compareceram, o que limitou a discussão a um número reduzido de participantes e alterou a dinâmica das sabatinas.
Economia
Durante o debate, Zema defendeu a privatização de empresas e bancos estatais, citando o caso BRB-Master como exemplo da influência política sobre instituições públicas. Ele argumentou que o Brasil deve diminuir sua dependência comercial da China e considerar a saída dos Brics.
Samara Martins criticou o pagamento de juros da dívida pública e propôs um aumento de 100% no salário mínimo, além da redução da jornada de trabalho. A candidata também se posicionou contra a escala 6 X 1 e classificou o que chamou de “bolsa-banqueiro” como um problema estrutural, defendendo a manutenção e ampliação do Bolsa Família.
Augusto Cury, por sua vez, criticou o recente aumento do piso do Bolsa Família promovido pelo governo federal, afirmando que Lula estaria utilizando a dor da população para se beneficiar politicamente.
Educação e sistema político
Samara enfatizou a necessidade de aumentar os investimentos em educação, universidades, pesquisa e tecnologia, argumentando que as patentes desenvolvidas em instituições públicas devem ser revertidas em benefício da população.
Cury propôs uma mudança no sistema político, sugerindo a substituição do presidencialismo pelo semipresidencialismo, onde o presidente ficaria responsável por questões estratégicas e um primeiro-ministro gerenciaria a administração do governo.
STF e caso Master
Zema criticou o Supremo Tribunal Federal, afirmando que a Corte se tornou um “balcão de negócios”. Cury também abordou a atuação do STF ao comentar sobre o caso do Banco Master, mencionando as implicações que envolvem Lula e Flávio Bolsonaro em suas declarações sobre o episódio.