Polícia se desloca a Sorocaba em busca de ex-vereador Milton Leite, que não se entrega após 24 horas

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Polícia Civil busca prender ex-vereador Milton Leite em operação contra o PCC.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo realizou uma operação em Sorocaba na manhã desta sexta-feira (18) para tentar localizar o ex-vereador Milton Leite, que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo por seis anos. Ele é considerado foragido e é alvo de um mandado de prisão temporária.

A operação, chamada Vectura Corrupta, foi deflagrada para investigar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da cidade. Milton Leite é um dos principais alvos dessa investigação, que busca desmantelar esquemas de corrupção relacionados à facção criminosa.

Na quinta-feira, Leite afirmou que não estava foragido e que se apresentaria às autoridades em até 24 horas. Contudo, até o momento, ele não foi localizado pelas forças policiais.

As equipes da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes foram até um endereço em Sorocaba, onde tentaram efetuar a prisão, mas o ex-vereador não estava no local. Durante a ação, os policiais apreenderam aproximadamente R$ 280 mil e US$ 89 mil em espécie, totalizando cerca de R$ 458,5 mil. A origem desse montante ainda não foi esclarecida.

Até agora, dos 16 mandados de prisão temporária emitidos na operação, 10 já foram cumpridos. Leite negou qualquer ligação com o PCC, contestando as acusações e afirmando que não tem conhecimento sobre os membros da facção.

Procurado por jornalistas, o ex-vereador não respondeu às tentativas de contato. Ele foi vereador por sete mandatos consecutivos e presidiu a Câmara Municipal por seis anos, mantendo influência na política mesmo após deixar o cargo em 2024.

A operação Vectura Corrupta é um desdobramento da Operação Dercúrio, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Essa investigação revelou uma complexa rede de comunicação entre membros da facção, além de planos para lançar candidatos em eleições municipais.

A Justiça autorizou o mandado de prisão temporária contra Leite com base em declarações que o citam como responsável por operações de empresas controladas pelo PCC. Um desembargador mencionou que há indícios de que ele seria o verdadeiro proprietário da empresa Transwolff, que também foi alvo de investigações por supostas ligações com a facção.

A Transwolff teve seu contrato com a Prefeitura de São Paulo cancelado após as investigações. A defesa da empresa afirma que Leite nunca teve participação na gestão ou na estrutura societária da companhia, contestando as alegações feitas durante as investigações.

Após a operação, o prefeito de São Paulo expressou respeito pela trajetória de Milton Leite, mas ressaltou que cabe ao ex-vereador provar sua inocência diante das acusações que estão sendo investigadas.

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