Crescimento do número de vinícolas em Goiás supera cinco vezes a média nacional

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Goiás registra crescimento expressivo no número de vinícolas em 2025.

O número de vinícolas em Goiás aumentou 9,1% em 2025, superando em quase cinco vezes a média nacional. O estado agora conta com 12 estabelecimentos registrados, enquanto o Brasil totaliza 965, com um crescimento de apenas 1,9% em relação ao ano anterior.

Esses dados são oriundos do Anuário do Vinho 2026, uma publicação que traz informações detalhadas sobre a produção vinícola no país. A análise destaca que Goiás representa 70,6% das vinícolas da região Centro-Oeste. Das 17 vinícolas totalizadas na região, 12 estão localizadas em Goiás, enquanto Mato Grosso e o Distrito Federal possuem duas cada, e Mato Grosso do Sul conta com uma.

Vinhos registrados

Em 2025, as vinícolas goianas registraram 161 vinhos no Mapa, resultando em uma média de 13,4 por estabelecimento. Este levantamento considera apenas os produtos oficialmente registrados no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), não refletindo necessariamente a quantidade de rótulos disponíveis no mercado.

Com essa quantidade, Goiás ocupa a sétima posição no Brasil em número de vinhos registrados. Comparativamente, a média nacional é de 16,8 vinhos por estabelecimento. Dados complementares indicam que cerca de 116 produtores de uva atuam no estado, com aproximadamente 410 hectares dedicados ao cultivo distribuídos em 55 municípios.

As principais áreas de produção estão nas regiões Sul, Sudoeste, Centro e Noroeste, abrangendo cidades como Goiatuba, Santa Helena de Goiás, Anápolis, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Hidrolândia e Itaberaí. Embora a produção de uvas de mesa ainda seja predominante, há um potencial significativo para a ampliação do cultivo destinado à produção de sucos e vinhos.

Vinhos de inverno

A presença de Goiás na nova configuração da produção de vinhos no Brasil está ligada ao desenvolvimento de técnicas que possibilitaram a vitivinicultura em regiões antes não associadas ao vinho. Pesquisas indicam a formação de uma nova macrorregião produtora, focada nos chamados vinhos de inverno, que teve início em Minas Gerais e chegou a Goiás, entre outros estados.

Esse sistema inovador implica que a videira passe por duas podas anuais, com colheita programada para o inverno, entre junho e agosto. De acordo com estudos, essa nova abordagem se estabelece em áreas de clima subtropical e tropical de altitude, com vinhedos situados entre 600 e 1.200 metros de altitude.

A técnica modifica o calendário tradicional do cultivo, permitindo que a maturação das uvas ocorra em condições distintas das encontradas nas colheitas de verão.

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