Paquistão Intensifica Conflito com Novo Ataque ao Afeganistão

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O Paquistão realiza ataques aéreos no Afeganistão, resultando em mortes de militantes e civis.

Caças paquistaneses realizaram ataques aéreos no leste do Afeganistão, visando supostos esconderijos de militantes. Autoridades locais afirmam que 28 militantes foram mortos durante as operações.

De acordo com relatos, pelo menos três civis também perderam a vida nos bombardeios. A situação na região se intensificou, refletindo uma nova escalada de hostilidades entre Paquistão e Afeganistão, o que pode complicar os esforços de mediação de países como a China.

Os ataques ocorreram após o Paquistão ter alertado sobre possíveis ações contra militantes afegãos, em resposta a recentes ataques mortais contra suas forças de segurança na fronteira. Essa escalada de violência é um reflexo de meses de confrontos entre os dois países.

Os ataques aéreos são uma resposta direta a um aumento significativo de ataques militantes contra a polícia e forças de segurança paquistanesas, que se intensificaram nos últimos anos. Desde fevereiro, centenas de pessoas foram mortas em confrontos na fronteira, após o Afeganistão retaliar contra ações militares paquistanesas.

As autoridades de Islamabad atribuíram a violência crescente ao Talibã paquistanês e a grupos militantes aliados, que têm se tornado cada vez mais ativos desde que o Talibã afegão retornou ao poder em 2021.

Dois oficiais de segurança paquistaneses confirmaram que 28 suspeitos de militância foram mortos nos ataques aéreos, embora o governo afegão tenha reportado a morte de três civis e ferimentos em outros quatro. As alegações de ambos os lados não puderam ser verificadas de forma independente.

O porta-voz do governo talibã afegão, Zabiullah Mujahid, condenou os ataques, prometendo uma resposta. Ele descreveu a ação como uma agressão que desvia a atenção das falhas de segurança do Paquistão.

Os ataques aéreos ocorreram em áreas específicas, incluindo o distrito de Nurgal, onde uma casa foi destruída, resultando na morte de um morador e dois membros de sua família. Em Barmal, outras estruturas foram danificadas, mas sem vítimas.

Esses eventos se seguiram à morte de seis membros das forças de segurança paquistanesas em um tiroteio com militantes em Hangu, e a um atentado em Kohat que deixou 21 mortos, a maioria policiais.

O Ministério da Informação do Paquistão alertou que o país poderia realizar ataques a militantes em território afegão, acusando o governo talibã de abrigar grupos terroristas. O ministério enfatizou a disposição do Paquistão em eliminar ameaças terroristas, independentemente de sua localização.

Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria dos atentados em Kohat ou Hangu, mas as suspeitas recaem sobre o Talibã paquistanês, que tem intensificado suas ações contra forças de segurança no Paquistão. Este grupo, embora distinto, é aliado ao Talibã afegão, que continua a ser acusado de permitir que militantes lancem ataques transfronteiriços.

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