Encontro entre Trump e Xi em Washington promete grandes expectativas
Reunião entre líderes dos EUA e China abordará temas cruciais como comércio e tecnologia.
Na próxima quinta-feira, 24 de setembro, líderes das duas maiores economias do mundo se reunirão em Washington, D.C. O encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China promete ser um importante passo nas relações bilaterais, focando em temas como tarifas comerciais, controle de inteligência artificial e a cadeia de suprimentos de terras-raras.
Este será o oitavo encontro bilateral entre os líderes, e embora haja a expectativa de que seja a última reunião do ano, outras oportunidades podem surgir, como a cúpula da Apec em Shenzhen, na China, em novembro, e a reunião do G20 em Miami, em dezembro.
Os preparativos para essa reunião já estão em andamento, com diálogos preliminares entre membros das duas administrações. Entre os tópicos a serem discutidos, destaca-se a extensão da trégua comercial, que deve ser abordada antes do vencimento em novembro. As negociações incluem a proposta de um acordo denominado “30 by 30”, que visa a eliminação de tarifas sobre produtos que totalizam até US$ 30 bilhões de cada país.
Além disso, as compras chinesas de produtos americanos, como soja e aeronaves da Boeing, estão na pauta, assim como a criação de um mecanismo institucional para gerenciar as questões comerciais entre as nações.
A questão das terras raras e minerais críticos também será um ponto de discussão. O presidente dos EUA busca assegurar o fornecimento desses recursos essenciais, especialmente após restrições impostas por empresas chinesas aos embarques destinados aos Estados Unidos.
No campo da tecnologia, a reunião deve abordar a competição em inteligência artificial, incluindo a segurança dos modelos utilizados e a criação de um sistema para notificar incidentes relacionados à IA que possam afetar a segurança nacional. Os EUA expressam preocupações sobre o uso de tecnologia americana por empresas chinesas para desenvolver seus próprios sistemas, enquanto a China vê essas medidas como tentativas de limitar seu progresso tecnológico.
As tensões em relação a Taiwan e Japão também estarão em foco. A questão de Taiwan é central para a diplomacia chinesa, e Xi Jinping deve insistir na interrupção das vendas de armas dos EUA para a ilha. A remilitarização do Japão, sob a liderança da primeira-ministra Sanae Takaichi, também será um tema sensível, já que a China considera essa movimentação uma ameaça ao equilíbrio regional.
Por fim, a situação no Irã e as sanções à Rússia devem ser abordadas. Trump pode solicitar que Xi use sua influência sobre Teerã para reverter a postura do país nas negociações com os EUA, além de pressionar para uma diminuição nas compras de petróleo iraniano por parte da China. Em relação à Rússia, a nova legislação sancionada por Trump que amplia os poderes dos EUA para penalizar países que compram petróleo russo pode ser um ponto de tensão, com a China buscando garantias de que não será alvo dessas sanções.