Câmara de Balneário Camboriú nega pedido para abonar faltas de Jair Renan
Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú nega abono de faltas de Jair Renan Bolsonaro.
Na última terça-feira, 22, a Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, decidiu, por maioria de votos, rejeitar um requerimento apresentado por Jair Renan Bolsonaro, candidato a deputado federal, que solicitava o abono de suas faltas nas sessões da Casa.
No documento, Jair Renan alegou “motivos de ordem” para justificar sua ausência nas reuniões extraordinárias ocorridas nos dias 16 e 18 deste mês. A decisão da Câmara se deu após o parlamentar ter sofrido um desconto de 4,5 mil reais em seu salário devido às faltas. De acordo com o Regimento Interno da Câmara Municipal, faltas não justificadas resultam em desconto proporcional ao valor da sessão em que o vereador não compareceu. O salário bruto de um vereador na cidade é de 18,2 mil reais.
Desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto, Jair Renan já faltou a três sessões da Câmara, sendo a primeira ausência registrada no mês anterior.
A discussão em torno do requerimento gerou um intenso debate em plenário. O vereador Marcelo Achutti, do MDB, criticou a solicitação de Jair Renan, especialmente em um período de campanha para uma vaga na Câmara dos Deputados.
“Recebeu 3 milhões do Fundo Eleitoral e ainda quer que nós abonemos, vai criar vergonha na cara”, afirmou Achutti. Ele ressaltou que, durante sua própria candidatura, optou por se licenciar e permitir que um suplente assumisse seu lugar.
Ao final da sessão, Jair Renan respondeu às críticas, justificando sua ausência. “Tenho que visitar o meu pai”, declarou o vereador. Ele também contestou a relação entre suas faltas e o Fundo Eleitoral, afirmando que utiliza os recursos para a campanha e que devolve o que sobra.
Além das sessões do plenário, Jair Renan também tem se ausentado das reuniões de comissões permanentes. Em julho, o presidente da comissão de Segurança Pública, Eduardo Zanatta, do PT, solicitou que ele deixasse a comissão devido ao excesso de faltas sem justificativa. Das 12 reuniões realizadas entre janeiro e junho deste ano, Jair Renan compareceu a apenas três, sem apresentar justificativas para as demais ausências.