Kassio classifica violência política de gênero como agressão à democracia
Ministro do TSE destaca a importância da participação feminina na política e combate à violência de gênero.
Em um evento realizado no Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Kassio Nunes Marques enfatizou a necessidade de mais espaços para mulheres na política, ressaltando que a violência política de gênero é um ataque à democracia.
A declaração foi feita durante a cerimônia “Violência Política TEM Gênero”, que ocorreu em Brasília. O ministro afirmou que a violência contra mulheres não atinge apenas as vítimas, mas silencia a voz de uma parte significativa da população brasileira.
“A violência política de gênero não é apenas uma agressão contra uma mulher; é uma agressão contra a própria democracia”, destacou Nunes Marques, sublinhando a importância de garantir os direitos políticos das mulheres.
O encontro, organizado pela Comissão TSE Mulheres em parceria com a Ouvidoria do Tribunal e a Procuradoria Geral Eleitoral, contou com a presença de autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil. O objetivo foi discutir e promover a ampliação da participação feminina na política, além de abordar a prevenção e o combate à violência política.
Uma das principais ações do evento foi a assinatura de um Protocolo de Ação Conjunta entre o TSE e a Procuradoria Geral Eleitoral. Outra inovação apresentada foi a tecnologia Likeness ID, desenvolvida em colaboração com o Google, que visa identificar e combater deepfakes e mídias sintéticas que utilizem a imagem de candidatos sem autorização.
MULHERES NAS ELEIÇÕES
No discurso, Nunes Marques reafirmou o compromisso da Justiça Eleitoral em enfrentar a violência política de gênero, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. Ele destacou que o TSE agora gerencia dados oficiais sobre o tema e tem a responsabilidade de capacitar seus agentes.
O ministro também fez um apelo aos partidos políticos para que criem condições que favoreçam a participação feminina e convocou os homens a apoiar essa causa. “Não basta estimular formalmente a participação feminina. É necessário criar condições efetivas para que as mulheres possam participar, disputar, exercer mandatos e permanecer na política sem serem submetidas à violência ou discriminação”, enfatizou.
Ele concluiu sua fala incentivando as mulheres a ocuparem seus espaços e assegurou que a Justiça Eleitoral estará ao lado delas nessa luta por igualdade e respeito.