Delcy Rodríguez marca presença na ONU com seu discurso inaugural como presidente interina da Venezuela

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Delcy Rodríguez faz discurso na ONU após assumir governo da Venezuela.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, iniciou seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Este é o primeiro discurso de um líder venezuelano no evento desde 2018.

Rodríguez participa da Assembleia nove meses após assumir o governo, em decorrência da captura do então presidente Nicolás Maduro por uma operação militar dos Estados Unidos, ocorrida em janeiro.

A delegação venezuelana é composta por importantes figuras do governo, incluindo o vice-presidente da área econômica e o ministro do Petróleo, além de representantes da estatal PDVSA.

A viagem a Nova York acontece em um momento de aproximação entre Caracas e Washington. Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com Rodríguez, marcando o primeiro encontro desde que ela assumiu o poder na Venezuela.

Durante a reunião, os líderes discutiram o fortalecimento das relações bilaterais e uma agenda de cooperação em áreas como energia, mineração e segurança.

“Conversamos sobre o fortalecimento da relação bilateral entre nossos países e o avanço de uma agenda de cooperação em áreas estratégicas como energia, mineração, segurança e outros temas de interesse comum”, declarou Rodríguez.

Rodríguez também expressou gratidão ao apoio dos EUA durante a crise provocada pelos terremotos de junho e pela ajuda na reintegração da Venezuela em organismos multilaterais.

O discurso de Rodríguez ocorre em um contexto em que seu governo busca ampliar a reinserção da Venezuela em instituições internacionais. Antes da Assembleia Geral, ela se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

De acordo com informações, a comitiva venezuelana tem se esforçado para apresentar o país como um destino atrativo para investimentos. Recentemente, membros da delegação participaram de conversas sobre energia, mineração e dívida pública com autoridades americanas e organismos multilaterais.

A relação de trabalho entre Trump e Rodríguez, que foi vice-presidente durante o governo Maduro, tem gerado críticas por parte da oposição venezuelana, que argumenta que os EUA têm priorizado acordos econômicos em detrimento de pressões por eleições livres no país.

No discurso, Trump reiterou sua posição contra Maduro, chamando-o de “ditador fora da lei”. Ele afirmou que a operação militar de janeiro demonstrou a disposição dos EUA em usar seu poder militar para proteger interesses na região.

Trump também mencionou um acordo petrolífero firmado entre Washington e Caracas, descrevendo-o como “talvez o maior acordo já feito”, e expressou intenção de estimular US$ 100 bilhões em investimentos para a indústria de petróleo venezuelana.

Manifestantes em Caracas protestaram contra a presença de Rodríguez na ONU, lembrando que ela faz parte do governo chavista há mais de duas décadas. Além disso, houve referências a Maduro, que enfrenta acusações de narcotráfico e aguarda julgamento em Nova York.

Os organizadores dos protestos esperam que Trump pressione o governo interino venezuelano a estabelecer um calendário para novas eleições no país.

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