Ministério da Saúde solicita avaliação de semaglutida e liraglutida para inclusão no SUS

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Ministério da Saúde solicita inclusão de novos medicamentos para obesidade no SUS.

O Ministério da Saúde protocolou um pedido para que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) avalie a inclusão de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida no SUS para o tratamento da obesidade.

Essa solicitação amplia as opções de medicamentos que poderão ser analisados. Anteriormente, a discussão estava centrada principalmente na semaglutida, conhecida como uma das chamadas “canetas emagrecedoras”.

A análise da Conitec é fundamental antes que a incorporação dos medicamentos ao SUS possa ser efetivada. Mesmo que a recomendação seja favorável, será necessário estabelecer critérios clínicos para o acesso ao tratamento.

Promessa de oferta no SUS

  • Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que as canetas emagrecedoras seriam disponibilizadas pelo SUS, embora o Ministério da Saúde ainda precise avançar em etapas técnicas para definir a implementação.
  • Atualmente, os medicamentos da classe GLP-1 não estão amplamente disponíveis no SUS. O ministério está conduzindo um estudo no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre (RS), para avaliar o uso de semaglutida em pacientes com obesidade grave ou associada a outras condições.
  • O protocolo prevê o acompanhamento de cerca de 250 pacientes com indicação para cirurgia bariátrica.

Preços caíram 70%

Um dos fatores considerados pelo Ministério da Saúde no novo pedido é a significativa redução nos preços desses medicamentos.

A entrada de novos fabricantes e o aumento da concorrência resultaram em uma queda de cerca de 70% nos preços em menos de um ano. Atualmente, existem 25 canetas emagrecedoras registradas no Brasil, com 14 delas aprovadas em 2026.

Essa estratégia também contribuiu para aumentar a produção nacional e a variedade de opções disponíveis no mercado.

Com a diminuição dos preços, a análise do custo para a incorporação ao SUS será realizada sob uma nova perspectiva, diferente das avaliações anteriores, que indicavam um impacto de bilhões de reais ao longo de cinco anos, dependendo do número de pacientes atendidos e da duração do tratamento.

Por que a liraglutida entrou na avaliação?

O novo pedido inclui semaglutida e liraglutida, ambos os princípios ativos que, segundo informações do ministério, não estão mais protegidos por patentes.

A inclusão da liraglutida expande as alternativas que poderão ser analisadas pela Conitec. Anteriormente, em 2025, a comissão havia recomendado a não incorporação da liraglutida para pacientes com obesidade e diabetes tipo 2.

O pedido atual representa uma nova avaliação em função do cenário atual de disponibilidade e preços dos medicamentos.

O que falta para as canetas chegarem ao SUS?

O protocolo do Ministério da Saúde não garante que as canetas serão distribuídas em todo o país.

Ainda é necessária a avaliação da Conitec, que deve emitir uma recomendação. Se a decisão for favorável, será preciso definir quem terá acesso ao tratamento, em quais condições e como será organizado o atendimento.

O ministério ressalta que a eventual incorporação deverá estabelecer critérios clínicos para focar o tratamento em pacientes cujo controle da obesidade possa trazer benefícios significativos à saúde e reduzir complicações ou a necessidade de procedimentos mais complexos.

A demanda por tratamento de obesidade tem crescido nos últimos anos. Dados indicam que a proporção de adultos com obesidade no Brasil aumentou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024.

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