Queda dos juros está condicionada a ajuste fiscal e reformas estruturais, afirma Durigan
Ministro destaca a importância de ajuste fiscal e medidas estruturais para a redução dos juros no Brasil.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a diminuição das taxas de juros no Brasil está atrelada à melhoria das contas públicas e ao enfrentamento de questões estruturais. Sua declaração ocorreu durante um jantar em São Paulo, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de diversos empresários e executivos.
Durigan enfatizou que o processo de redução dos juros não pode ser atribuído apenas ao ajuste fiscal, embora reconheça a relevância de uma gestão fiscal mais eficiente. Ele destacou que o governo conseguiu aumentar o resultado primário em dois pontos porcentuais do Produto Interno Bruto (PIB).
No evento organizado por Esfera, Prerrogativas e Parlatório, o ministro defendeu as práticas fiscais da atual administração. Ele assegurou que todas as propostas enviadas pelo Executivo e aprovadas pelo Congresso estavam devidamente acompanhadas de fontes de receita e adequações orçamentárias.
Durigan também fez críticas à equipe econômica do governo anterior, liderado por Jair Bolsonaro, apontando que houve compromissos financeiros assumidos sem a devida contrapartida de receita.
Para Durigan, a responsabilidade fiscal deve ser um esforço conjunto entre os três Poderes. Ele citou como exemplo a atuação do governo junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a desoneração da folha de pagamentos, ressaltando que o Judiciário decidiu que o Congresso não pode aprovar medidas que não tenham compatibilidade orçamentária.
Em sua análise, o ministro concluiu que a redução das taxas de juros no país requer uma combinação de melhorias fiscais e a abordagem de fatores estruturais, em um ambiente de responsabilidade orçamentária que envolva Executivo, Legislativo e Judiciário.