Phishing lidera detecções de ameaças digitais no Brasil com 35,9% do total

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Phishing e ransomware dominam as ameaças digitais no Brasil em 2026.

No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou um aumento significativo nas ameaças digitais, com o phishing liderando as detecções. Essa categoria de ataque correspondeu a 35,9% de todas as ocorrências identificadas, refletindo um cenário preocupante de segurança cibernética.

Durante este período, mais de 1.300 famílias de malware foram ativas, destacando-se a utilização de técnicas de engenharia social e a exploração de vulnerabilidades antigas. O ransomware, embora tenha representado uma fração menor das detecções, continua a ser uma preocupação devido ao seu potencial destrutivo.

O phishing, em particular, mostrou crescimento em sofisticação, com documentos PDF fraudulentos sendo responsáveis por 52% das detecções. Além disso, campanhas que utilizaram códigos QR aumentaram em 460% em fevereiro, levando os criminosos a se aproveitarem de marcas conhecidas para enganar as vítimas.

Exploits e vulnerabilidades antigas

A exploração de vulnerabilidades conhecidas também se destacou, com exploits representando 9,4% das ameaças detectadas. Muitas dessas ocorrências estavam relacionadas a falhas do Microsoft Office, algumas delas identificadas há mais de uma década. A vulnerabilidade CVE-2017-0199, por exemplo, viu um aumento dramático nas detecções, passando de 2,2% para 50,3% entre fevereiro e março.

Especialistas em segurança enfatizam a importância de manter sistemas atualizados, uma vez que vulnerabilidades conhecidas continuam a ser alvos de ataques, especialmente em ambientes que não aplicam correções adequadas.

Os downloaders, que facilitam a instalação de malware, representaram 12,9% das detecções, com o JS/TrojanDownloader.Agent sendo o mais prevalente. Entre os droppers, o PowerShell/TrojanDropper.Agent teve um aumento significativo em março, o que destaca a evolução das táticas dos cibercriminosos.

Picos revelam mudanças no comportamento

O MSIL/XWorm, um Trojan de Acesso Remoto, apresentou um aumento notável nas detecções, subindo de 3,6% a 3,8% para 61,4% em abril. Essa variação indica mudanças no comportamento dos atacantes e a necessidade de vigilância constante.

Os infostealers também mostraram um crescimento, com o Win/PSW.Amatera liderando as detecções nesta categoria. Esses tipos de malware são projetados para roubar informações sensíveis, como credenciais e dados de sessão.

Embora o ransomware tenha representado apenas 0,15% do total de detecções, um único ataque pode ter consequências devastadoras. O Win/Filecoder.Babyk, associado a um grupo de ransomware como serviço, foi responsável por uma parte significativa das detecções, especialmente em março.

Ameaças bancárias e dispositivos móveis

As ameaças direcionadas a instituições financeiras também foram notáveis, com o JS/Spy.Banker concentrando 47% das detecções nessa categoria. O grupo Grandoreiro, em particular, teve um pico significativo em suas detecções, o que levou a colaborações com autoridades para desmantelar suas operações.

No que diz respeito a malware em dispositivos móveis, o Android/Exploit.Lotoor e o Android/Spy.Banker foram os mais detectados, evidenciando a crescente preocupação com a segurança em plataformas móveis.

Os especialistas alertam que o primeiro semestre de 2026 foi marcado não apenas pela predominância do phishing, mas também por ondas pontuais de ameaças mais sofisticadas. Os picos observados indicam onde os criminosos estão concentrando seus esforços, exigindo atenção contínua das organizações e usuários.

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