Lula propõe alteração no critério de indicação de ministros do STF e sugere criação de conselho

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Lula propõe mudanças na indicação de ministros do STF e critica comportamento da Corte.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou a intenção de reformular o critério de indicação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma entrevista ao programa Canal Livre, da Band.

A proposta de Lula envolve a criação de um conselho composto por entidades da área jurídica e representantes da sociedade civil, que teria a responsabilidade de avaliar as indicações. Atualmente, a escolha dos ministros é feita pelo presidente da República e requer aprovação do Senado.

Ele destacou que a indicação deve ser mais do que uma decisão unilateral do presidente. “Uma coisa é quando você indica, outra coisa é quando ele coloca a toga, aí vira Deus”, afirmou, enfatizando a necessidade de envolvimento da sociedade civil nesse processo.

Além disso, Lula criticou a exposição pública das discussões entre os ministros, mencionando as transmissões das sessões pela TV Justiça. Para ele, isso tem gerado excessos no comportamento dos integrantes da Corte. “Os ministros falam demais, dão entrevista demais. Têm que falar só nos autos do processo”, disse.

O presidente também se referiu a recentes informações da Polícia Federal sobre a relação de Daniel Vorcaro com autoridades e ressaltou a importância de investigar os ministros mencionados. “Todo mundo que está envolvido tem que ser apurado”, afirmou, defendendo a necessidade de restaurar a credibilidade da Suprema Corte.

Um relatório da Polícia Federal revelou a troca de 51 mensagens entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes em um curto período, incluindo pedidos e expressões de gratidão. Também foram relatadas reuniões entre Vorcaro e outros ministros, como André Mendonça e Gilmar Mendes.

Em relação a declarações do advogado Walfrido Warde, que afirmou ter enviado um uísque a Lula, o presidente não negou a situação. “Se me deu uísque, já bebi também”, disse, rebatendo a questão de forma descontraída.

Por fim, Lula abordou a preocupação com o endividamento do país, reconhecendo que o avanço da dívida exige atenção. Ele prometeu buscar a redução da dívida caso seja reeleito, mas ressaltou que as reservas internacionais oferecem uma margem de segurança ao Brasil.

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