EUA encerram duas décadas no Iraque: o que motivou a saída, as mudanças e os próximos passos

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Estados Unidos e Arábia Saudita realizam ataque contra milícia no Iraque.

Os Estados Unidos estão prestes a concluir a retirada de suas últimas tropas do Iraque, prevista para esta quarta-feira, 30 de setembro, marcando o fim de mais de duas décadas de presença militar no país.

A saída das tropas representa o encerramento de uma operação que teve início com a invasão liderada pelos EUA em 2003, que destituiu Saddam Hussein e desencadeou anos de insurgência e violência sectária. Após a retirada em 2011, as forças americanas foram convocadas de volta em 2014 para ajudar o Iraque na luta contra o Estado Islâmico (EI).

Este novo movimento ocorre em um contexto de tensões persistentes com o Irã, que ameaçam a segurança das tropas e interesses americanos na região.

Especialistas afirmam que a influência dos EUA no Iraque não desaparecerá com a retirada das tropas, uma vez que o país ainda depende de apoio militar e econômico dos americanos.

O que está acontecendo agora e por quê?

Os Estados Unidos planejam retirar o restante de suas tropas do Iraque até 30 de setembro, encerrando uma presença militar que começou com a invasão de 2003.

A retirada das tropas ocorre após um acordo entre Washington e Bagdá para encerrar a Operação Resolução Inerente, que visava combater o EI. Em seu auge, em 2007, mais de 170.000 soldados americanos estavam no Iraque, mas esse número caiu para cerca de 2.400 até dezembro de 2023.

As forças americanas reduziram sua presença, mantendo apenas um pequeno contingente na região do Curdistão. A retirada foi acordada com o governo iraquiano anterior, em resposta ao sucesso da missão contra o EI.

Entretanto, a pressão política interna no Iraque tem sido um fator significativo para essa decisão. Governos iraquianos têm enfrentado exigências crescentes para encerrar a presença militar americana, considerada por muitos como uma violação da soberania do país.

As forças americanas deixaram o Iraque em 2011, mas retornaram em 2014 a pedido do governo iraquiano, após a ascensão do Estado Islâmico. Desde então, seu papel se transformou, passando de operações de combate para treinamento e assessoria.

Analistas observam que a retirada atual é impulsionada por preocupações de segurança e não apenas pelo fim da missão contra o EI. Recentes ataques a instalações americanas no norte do Iraque aumentaram a vulnerabilidade das tropas restantes.

As conversas entre autoridades americanas e iraquianas sobre a manutenção de um pequeno contingente ainda estão em pauta, mas a situação de segurança continua a ser uma preocupação central.

Qual é o legado dos EUA no Iraque?

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