STF redistribui caso Banco Master após saída de Toffoli; entenda a cronologia e os próximos passos
Redistribuição ocorre após questionamentos sobre possível conflito de interesse e decisões envolvendo sigilo de dados na investigação
A decisão do ministro de deixar a relatoria do inquérito envolvendo o Banco Master abriu uma nova fase no processo que tramita no . O caso, que já vinha sendo acompanhado com atenção por envolver autoridades com foro privilegiado e desdobramentos na CPMI do INSS, agora será conduzido pelo ministro .
A seguir, o Voz de Caxias apresenta a linha do tempo completa do caso até aqui.
🔎 Linha do tempo do caso
📌 Novembro de 2025 — Início no STF
O inquérito envolvendo o Banco Master chega ao Supremo por envolver autoridades com prerrogativa de foro. O processo é distribuído por sorteio ao ministro Dias Toffoli.
📌 Fase inicial — Diligências e sigilo
Toffoli determina:
- Instauração formal do inquérito;
- Pedido de informações a órgãos reguladores;
- Autorização de diligências;
- Decretação de sigilo sobre os autos.
A justificativa foi a necessidade de preservar a integridade das investigações.
📌 Quebra de sigilos
Durante a instrução, ocorre a quebra de dados telemáticos e financeiros de Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master. Parte dessas informações passa a dialogar com investigações correlatas, inclusive no âmbito da CPMI do INSS.
📌 Interseção com a CPMI do INSS
Paralelamente, tramitam no STF decisões relacionadas à investigação da CPMI do INSS. Em determinado momento, decisões sobre compartilhamento de dados geram debate interno na Corte quanto ao alcance do sigilo e à competência dos gabinetes.
📌 Decisão sobre sigilo ampliado
Toffoli profere decisão restringindo a publicidade de determinados dados que já estavam sob análise em esfera parlamentar. A medida provoca discussões sobre limites entre Judiciário e Legislativo.
📌 Relatório da Polícia Federal
A Polícia Federal encaminha relatório ao presidente do STF, , mencionando referências ao nome de Toffoli em dados extraídos de aparelhos apreendidos na investigação.
📌 Debate sobre possível conflito de interesse
Vêm a público informações sobre vínculo societário pretérito indireto do ministro com empreendimento que teve participação vinculada a pessoas relacionadas ao investigado. Toffoli afirma que não recebeu valores nem manteve relação pessoal com o empresário.
📌 12 de fevereiro de 2026 — Saída da relatoria
Após reunião entre os ministros da Corte, Toffoli solicita a redistribuição do processo. O STF divulga nota afirmando que não há impedimento formal, mas acolhe o pedido por razões institucionais.
📌 Redistribuição
O processo é redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça.
O que acontece agora?
Com a nova relatoria, caberá a Mendonça:
- Avaliar a manutenção ou revisão do sigilo;
- Analisar a validade dos atos já praticados;
- Decidir sobre novas diligências;
- Definir eventual conexão formal com investigações paralelas;
- Determinar próximos passos processuais.
O STF reafirmou que todos os atos praticados anteriormente permanecem válidos.
Próximos desdobramentos esperados
Especialistas apontam que os próximos movimentos podem envolver:
- Reavaliação da extensão do compartilhamento de dados;
- Manifestação da Procuradoria-Geral da República;
- Definição sobre continuidade da apuração criminal;
- Eventual aprofundamento da cooperação entre STF e Senado.
O caso segue sob sigilo parcial, e novos despachos podem ocorrer nas próximas semanas.
Foto: Divulgação/ STF
