Rendimento de arroz no Rio Grande do Sul deve alcançar 175 sacas por hectare apesar das altas temperaturas, afirma Emater
Produtividade do arroz irrigado no Rio Grande do Sul é promissora, mas desafios persistem.
As lavouras de arroz irrigado no Rio Grande do Sul estão, em sua maioria, em fase reprodutiva. Atualmente, 44% das plantações se encontram em floração, enquanto 28% estão no estágio de enchimento de grãos, conforme um boletim recente da Emater-RS.
Uma análise mais detalhada mostra que uma parcela menor das lavouras (24%) está em desenvolvimento vegetativo, e apenas 4% estão no início de maturação. Em algumas áreas, já se registram colheitas precoces.
A expectativa de produtividade é alta, alinhando-se com as projeções iniciais de 8.752 kg por hectare, o que equivale a 175 sacas. Esse desempenho é impulsionado por longos períodos de sol e condições adequadas de radiação solar.
No entanto, as altas temperaturas durante o período reprodutivo constituem um risco ao rendimento da cultura, especialmente na fase de antese, que pode levar ao aumento da esterilidade das espiguetas.
O desenvolvimento tanto vegetativo quanto reprodutivo tem sido considerado satisfatório. As práticas de manejo, como irrigação, adubação nitrogenada de cobertura e controle de plantas invasoras, foram intensificadas para garantir um melhor resultado.
Entretanto, em algumas regiões, os produtores expressam preocupação com a diminuição dos níveis de água em reservatórios e cursos d’água. Essa situação pode comprometer a sustentabilidade do manejo hídrico ao longo do ciclo produtivo.
Redução de área
A área destinada ao cultivo de arroz foi inicialmente estimada em 920.081 hectares, mas foi revista para 891.908 hectares pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
De acordo com o Instituto, a redução na área cultivada se deve a dificuldades no acesso ao crédito e ao aumento dos custos de produção do cereal.
