Pressão política leva STF a afastar Toffoli do caso Master

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Supremo Tribunal Federal debate manutenção de relatoria em caso polêmico

A sessão reservada do Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira (12.fev.2026) foi marcada por intensos debates políticos e a busca de autopreservação dos ministros. Dos 10 participantes, 8 votaram a favor da permanência de Dias Toffoli como relator do caso Master, enquanto 2 se opuseram.

O placar da votação indicou um forte apoio a Toffoli, com votos a favor de ministros como Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e o próprio Toffoli. Apenas Cármen Lúcia e Edson Fachin se posicionaram contra.

A falta de unanimidade gerou inquietação, e a conclusão do caso foi adiada para a sexta-feira (13.fev), quando uma votação em plenário estava prevista. A discussão girava em torno de um relatório de 200 páginas da Polícia Federal, que sugeria a suspeição de Toffoli como relator do caso do Banco Master, liquidado em novembro de 2025, com um rombo estimado em cerca de R$ 50 bilhões para o Fundo Garantidor de Créditos.

Por iniciativa de Flávio Dino, os ministros concordaram em emitir uma nota de apoio a Toffoli, em troca de sua decisão de redistribuir o caso, que passou a ser relatado por André Mendonça. Essa manobra foi vista como uma tentativa de reduzir a tensão em torno da Corte.

BASTIDORES

Antes da sessão formal, houve uma reunião reservada com apenas cinco ministros, onde Toffoli expressou sua intenção de recorrer caso a Corte decidisse pela sua suspeição. Alexandre de Moraes defendeu que a investigação da Polícia Federal sobre um ministro do STF deveria ter autorização prévia, considerando a atitude como um “absurdo”.

Gilmar Mendes também se posicionou a favor de Toffoli, enquanto Cármen Lúcia afirmou que não tomaria uma decisão sem antes analisar o material da PF. Fachin, presidente do STF, sugeriu que a sessão fosse aberta para que todos os ministros pudessem se reunir posteriormente.

Ao iniciar a sessão ampliada, Fachin relatou a entrega do relatório pela PF e passou a palavra a Toffoli, que se declarou não ter nada a temer em relação a seus negócios pessoais. O ministro mencionou um empreendimento no Paraná que gerou controvérsias, mas reafirmou sua disposição de discutir um código de ética para o STF.

GILMAR MENDES

Após a apresentação de Toffoli, Gilmar Mendes afirmou que a suspeição contra o ministro era uma retaliação da Polícia Federal por decisões anteriores de Toffoli. Ele antecipou seu voto pela rejeição da arguição de suspeição, destacando a necessidade de resolver a questão antes do Carnaval.

CÁRMEN LÚCIA

Cármen Lúcia se mostrou preocupada com a imagem do Supremo e indicou que sua intenção era sacrificar Toffoli para restaurar a credibilidade da Corte. Ela defendeu a realização de uma sessão extraordinária para resolver a situação rapidamente.

LUIZ FUX

Luiz Fux afirmou ter fé pública em Toffoli e declarou seu voto a favor do colega, questionando a necessidade da discussão em torno da suspeição.

ALEXANDRE DE MORAES

Alexandre de Moraes criticou a investigação da PF, considerando-a ilegal e ressaltando que a atuação da Polícia não poderia acontecer sem autorização para investigar autoridades com prerrogativa de foro. Ele também se posicionou a favor de Toffoli.

NUNES MARQUES

Nunes Marques argumentou que a arguição de suspeição não se justificava no caso de Toffoli, considerando a proposta de análise da suspeição como um “nada jurídico”. Ele sugeriu que a relatoria permanecesse com Toffoli, já que havia maioria a favor dele.

ANDRÉ MENDONÇA

André Mendonça concordou com a ideia de uma crise de institucionalidade e defendeu que a relatoria permanecesse com Toffoli. Ele criticou

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