CSG inicia duplicações de rodovias na Serra e acelera obras no Contorno Norte de Caxias do Sul

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Com investimentos robustos e trechos iniciados em 2026, concessionária projeta ampliar infraestrutura viária da região, começando pela ponte sobre o Arroio Tega

A Concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), responsável pelo Bloco 3 de concessões rodoviárias no Rio Grande do Sul, anunciou o início das obras de duplicação de importantes trechos na Serra Gaúcha, incluindo intervenções no contorno norte de Caxias do Sul. O projeto contempla a expansão de mais de 18 km de pista duplicada e tem forte impacto na mobilidade e logística regional.

Com investimento previsto de R$ 250 milhões, além de cerca de R$ 170 milhões destinados à manutenção de estruturas viárias, a CSG planeja iniciar em 2026 as obras de duplicação da RSC-453, no trecho entre Farroupilha e Bento Gonçalves, bem como avançar nas intervenções da ERS-122 no contorno norte de Caxias do Sul.

Ponte sobre o Arroio Tega será o primeiro trecho entregue

O primeiro trecho importante que deve ser concluído é a ponte sobre o Arroio Tega, localizado na ERS-122, parte estratégica do contorno norte caxiense. A previsão de entrega dessa obra é até agosto de 2026, representando um marco inicial para a sequência de duplicações planejadas pela concessionária.

Plano de investimentos e contexto da concessão

O Bloco 3, sob administração da CSG, compreende mais de 270 km de rodovias que cortam o Vale do Caí e a Serra Gaúcha, incluindo as estradas ERS-122, ERS-240, ERS-446, RSC-287, RSC-453 e a BR-470. O contrato de concessão se estende por 30 anos, com previsão de mais de R$ 4,6 bilhões em investimentos ao longo do período, abrangendo duplicações, terceiras faixas, melhorias de segurança, sinalização e manutenção contínua.

Inicialmente, o cronograma previa que os primeiros 33 km de duplicação, incluindo parte da ERS-122 no contorno norte de Caxias do Sul e da RSC-453 entre Farroupilha e Bento Gonçalves, fossem entregues até o início de 2026. Entretanto, atrasos motivados por adaptações de projeto e impacto das cheias em 2024 fizeram com que alguns prazos fossem revistos.

Impactos e desafios

As obras fazem parte de um esforço maior para melhorar a segurança viária e reduzir gargalos de tráfego em uma região com elevado fluxo de veículos, especialmente de transporte de cargas. A duplicação, além de permitir maior fluidez, representa um avanço na competitividade logística da Serra Gaúcha, favorecendo setores produtivos e a qualidade das viagens diárias dos moradores.

Ao mesmo tempo, a concessionária tem buscado adaptações de projeto e renegociações de prazos com o governo do Estado para equilibrar cronograma e exigências contratuais, diante de desafios técnicos e ambientais observados nos últimos anos.

Fotos: Divulgação / CSG

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