Kassab prevê diminuição do PSD no Congresso e perda de estados após apoio a Caiado
PSD enfrenta desafios nas eleições e avalia resultados com otimismo cauteloso.
A classe política frequentemente menciona que a melhor estratégia para alianças eleitorais é seguir os passos de Gilberto Kassab, presidente do PSD. Contudo, neste ano, o partido não obteve o mesmo sucesso de antes.
Após a contagem de votos, o PSD viu uma redução significativa em sua representação na Câmara e no Senado, perdendo o controle de estados importantes e terminando em quinto lugar na corrida presidencial com Ronaldo Caiado, que obteve apenas 2,18% dos votos válidos.
Kassab, ao comentar os resultados, não considerou a situação uma derrota. Ele destacou que o partido teve um desempenho melhor do que na eleição anterior e conseguiu manter um tamanho semelhante, enquanto outras legendas de centro diminuíram sua influência diante da ascensão do PL, de Flávio Bolsonaro.
O ex-vice de Caiado, Kassab, mencionou que tentou lançar Tarcísio de Freitas como candidato à presidência, mas a candidatura de Caiado foi uma alternativa após a desistência do governador de São Paulo.
No Legislativo, o PSD atualmente conta com 14 senadores, mas essa quantidade cairá para cinco a partir de 2027. Na Câmara, a perda foi menor, com a bancada reduzindo de 48 para 44 deputados federais.
O partido governa em seis estados e disputou 12 governos, conquistando vitórias em quatro: Sergipe, Amapá, Maranhão e Pernambuco, onde Raquel Lyra foi reeleita.
Além disso, o PSD está no segundo turno em dois estados: Amazonas e Rio de Janeiro, embora tenha perdido colégios eleitorais significativos como Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná.
Em comparação com 2022, o PSD afirma que, apesar da redução, ainda se destaca em relação a outros partidos de centro que também perderam representação, como União Brasil, PP, Republicanos e MDB.
O partido elegeu 103 deputados estaduais e distritais, totalizando 10,3 milhões de votos válidos, ficando atrás apenas do PL e do PT. Kassab defende que o PSD não é um dos grandes derrotados, já que cresceu em diversos aspectos.
Os planos para a eleição começaram em janeiro, com Kassab anunciando possíveis candidatos à presidência. No entanto, a desistência de Ratinho Jr. e a escolha de Caiado como candidato trouxeram desafios, pois nenhum partido de centro se uniu à candidatura.
O ex-presidente Lula comentou sobre a candidatura de Caiado, sugerindo que a decisão de lançar um candidato deveria ser baseada na viabilidade de votos. A expectativa era que um bom desempenho colocasse o PSD em uma posição vantajosa para futuras alianças.
Kassab permitiu que filiados apoiassem candidatos de sua escolha, na tentativa de aumentar as bancadas, mas esse objetivo não foi alcançado. Em estados como Ceará e Rondônia, candidatos do PSD enfrentaram dificuldades, mesmo com o apoio de figuras políticas conhecidas.
A busca de Kassab por filiados resultou em críticas de outros partidos, e sua relação com Tarcísio se deteriorou antes das eleições, levando a um distanciamento que pode resultar na exclusão do PSD do governo paulista.
Após os resultados, o partido emitiu uma nota expressando que a não eleição de Caiado foi uma perda para o Brasil e liberou seus filiados para apoiar candidatos de sua preferência nas próximas etapas.
Em uma nova comunicação, o PSD ressaltou que os resultados das eleições se somam aos das eleições municipais de 2024, onde se destacou como o partido com mais prefeitos eleitos, governando uma população significativa no país.