Reconhecimento facial em estádios de SP resulta em mais de 240 prisões pela polícia
Parceria entre Bepass e Secretaria de Segurança Pública gera mais de 240 prisões em eventos esportivos.
A colaboração entre a empresa de biometria Bepass e a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo já resultou em mais de 240 prisões desde seu início em 2023. O projeto foi destacado durante o painel “Estádios – futebol e segurança do início ao fim” na Futurecom, realizada na terça-feira (6).
A tecnologia de reconhecimento facial implementada em eventos esportivos permite que a Polícia Militar identifique e capture criminosos na entrada dos estádios. De acordo com o coordenador do Centro Integrado de Comando e Controle da SSP-SP, a maioria dos detidos estava em regime aberto. A eficácia do sistema é evidente, com raras ocorrências de criminosos identificados que não são capturados.
O projeto nasceu da visão do CEO da Bepass, que buscava melhorar a experiência do torcedor. Durante a pandemia, ele sugeriu ao Atlético Mineiro o uso de biometria facial para verificar a vacinação dos torcedores. Embora a proposta não tenha avançado, o conceito foi mantido e aprimorado.
O momento decisivo ocorreu quando o Palmeiras enfrentou um problema de cambismo em uma semifinal em seu estádio. A solução de biometria foi apresentada ao clube, que viu na tecnologia uma oportunidade para combater a venda ilegal de ingressos. A implementação não apenas melhorou a segurança, mas também acelerou o acesso aos eventos, tornando a entrada três vezes mais rápida.
Parceria com a segurança pública
O sucesso com o Palmeiras facilitou a colaboração com a Polícia Militar, resultando na utilização do sistema em 200 eventos. Um caso notável envolveu a captura de um criminoso ligado ao tráfico internacional, que foi localizado no Allianz Parque por meio do reconhecimento facial.
A abordagem policial evoluiu com a introdução da tecnologia, que permite um planejamento mais eficiente, em vez de depender de barreiras físicas e operações de alto custo. A transição do uso de CPF para reconhecimento facial representa uma mudança significativa na forma como a segurança é gerida em eventos.
O coordenador da SSP-SP ressaltou que a gestão dos dados coletados permanece sob a responsabilidade da polícia, garantindo a segurança da informação. Atualmente, há cerca de 300 mil criminosos em regime aberto no estado, e a tecnologia da Bepass tem sido fundamental no monitoramento desse grupo.
O Brasil se destaca globalmente na aplicação de biometria facial em eventos esportivos, respaldado pela Lei do Esporte sancionada em junho de 2023. A Bepass já opera com os ingressos do Palmeiras e do Bahia, e planeja expandir sua atuação para eventos culturais no próximo ano, prevendo o mesmo sucesso.