Anthropic lança inteligência artificial avançada para equipes de segurança cibernética

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Nova iniciativa da Anthropic amplia acesso a modelos de IA para cibersegurança.

A Anthropic anunciou uma reformulação em seu programa de verificação cibernética, permitindo que profissionais de segurança digital tenham acesso a modelos avançados de inteligência artificial.

O novo Cyber Verification Program (CVP) foi criado para capacitar organizações a utilizar esses modelos na identificação de vulnerabilidades, resposta a incidentes e testes de segurança. Essa mudança visa otimizar o uso de tecnologias de IA em um setor cada vez mais crítico.

Essa atualização surge após o sucesso do Project Glasswing, que ajudou a identificar mais de 129 mil vulnerabilidades de software entre abril e julho de 2026. Destas, mais de 33 mil foram classificadas como críticas ou de alta gravidade, evidenciando a eficácia das ferramentas desenvolvidas pela Anthropic.

A empresa acredita que os números podem ser subestimados, pois refletem apenas uma parte da pesquisa realizada com alguns parceiros do programa. A estimativa é que o impacto real das vulnerabilidades possa ser até cinco vezes maior.

Menos barreiras para quem testa sistemas

O novo CVP combina duas iniciativas anteriores da Anthropic, permitindo que equipes de segurança acessem ferramentas mais potentes com menos restrições.

As organizações que participam do programa terão acesso a modelos como Claude Opus, Claude Sonnet e Claude Mythos, além de futuras versões. O programa terá três níveis de acesso, cada um com requisitos específicos de verificação e segurança.

  • O primeiro nível, chamado Defense, é direcionado a trabalhos defensivos, incluindo análise de malware e investigação de vulnerabilidades.
  • O segundo nível, Red Team, permite testes de invasão autorizados, restrito a organizações.
  • O terceiro nível, Specialized, é destinado a um grupo seleto de organizações que trabalham com sistemas críticos, como redes elétricas e infraestrutura bancária.

Todos os participantes passarão por um processo de verificação rigoroso, realizado em colaboração com o governo dos Estados Unidos, para garantir a segurança e a integridade do programa.

IA que encontra vulnerabilidades

Os resultados do Project Glasswing foram fundamentais para justificar a expansão do programa. Entre abril e julho, os parceiros da iniciativa identificaram 129 mil vulnerabilidades verificadas, enquanto a Anthropic, por meio de suas varreduras, encontrou outras 5,5 mil.

Combinadas, essas iniciativas resultaram em mais de 134 mil vulnerabilidades, com uma parte significativa já classificada como crítica. A empresa ressalta que esse número pode ser ainda maior, considerando que os dados são baseados em um grupo limitado de parceiros.

O risco de liberar uma IA mais poderosa

A nova abordagem também levanta questões sobre os riscos associados ao uso de IA avançada em cibersegurança. As mesmas capacidades que ajudam a identificar falhas podem ser utilizadas para explorá-las.

A Anthropic já enfrentou preocupações semelhantes com o lançamento do Claude Mythos, que gerou receios sobre a possibilidade de sistemas de IA invadirem softwares antes que as vulnerabilidades fossem corrigidas.

Para mitigar esses riscos, o acesso aos modelos com menos restrições será concedido apenas a organizações e profissionais que passam por um rigoroso processo de verificação, garantindo um controle adequado.

A intenção é disponibilizar ferramentas avançadas para aqueles que buscam encontrar e corrigir falhas, contribuindo para a segurança digital antes que possam ser exploradas por indivíduos mal-intencionados.

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