CI&T e Banco Mercantil implementam inteligência artificial para adaptar CNPJ alfanumérico em sistemas
Banco Mercantil adapta sistemas ao novo formato de CNPJ com apoio da CI&T.
O Banco Mercantil recebeu suporte da CI&T para ajustar seus sistemas ao novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) alfanumérico, que será implementado pela Receita Federal a partir do segundo semestre de 2026. O projeto envolveu o processamento de 461 mil arquivos em ambientes COBOL e .NET, além do mapeamento de mais de 768 mil dependências e a adequação de 9.926 arquivos ao novo padrão.
Essa alteração impacta uma instituição que está presente em mais de 260 cidades do Brasil, abrangendo 24 estados e o Distrito Federal, com uma base de mais de 10 milhões de clientes. Os processos que envolvem o tratamento de CNPJ estão integrados em diferentes camadas dos sistemas do banco, e o prazo para concluir as adequações foi estipulado pela Receita Federal, sem possibilidade de negociação.
O novo formato de CNPJ foi estabelecido na Instrução Normativa 2.229 da Receita Federal, publicada em 2024, com o primeiro cadastro no formato alfanumérico previsto para 31 de julho de 2026. A transição para o novo padrão ocorrerá de forma gradual e somente para novas inscrições, enquanto os registros existentes permanecerão válidos. Essa mudança é crucial para evitar o esgotamento das sequências numéricas disponíveis para pessoas jurídicas.
A gerente de sistemas do Banco Mercantil destacou os desafios enfrentados durante o projeto. A necessidade de cumprir o prazo imposto pela Receita Federal exigiu uma estratégia de execução bem definida e uma organização que minimizasse os riscos. Com mais de 80 anos de atuação, o banco possui um grande volume de sistemas legados, e a parceria com a CI&T foi fundamental para que todas as alterações fossem realizadas com qualidade e dentro do prazo estipulado.
A equipe responsável pela adaptação utilizou agentes de inteligência artificial (IA) para identificar pontos de ocorrência do CNPJ e sugerir ajustes necessários. Antes de qualquer modificação, as interações entre programas, bancos de dados e integrações foram mapeadas, e os componentes compartilhados receberam atenção prioritária para garantir uma sequência adequada nas adequações.
O gerente executivo da CI&T ressaltou que a abordagem utilizada foi essencial para atender ao prazo rigoroso. A mudança no identificador de empresas impacta diversas camadas operacionais, e a estruturação do trabalho permitiu localizar as relações entre os sistemas antes de propor alterações. Essa estratégia, que envolveu agentes especializados, possibilitou a rastreabilidade e o cumprimento do cronograma desafiador.
O processo de adaptação combinou automação com validação de engenharia, sob a supervisão da área de Segurança do banco. O uso de sites por sistema, planilhas de controle e mapas de dependências foi crucial para rastrear as alterações propostas e validar os resultados.
A iniciativa utilizou diversas ferramentas, incluindo CI&T Flow, MoS Coder, Python, COBOL, DB2, .NET, C#, SQL Server, SQL Server Integration Services (SSIS) e Azure DevOps. Os inventários e mapas gerados durante o projeto servirão como uma base de conhecimento para futuros testes, manutenções e evoluções dos sistemas.
O gerente executivo concluiu que o sucesso do projeto vai além da adequação técnica, destacando a importância do trabalho colaborativo e do alinhamento com as lideranças do Banco Mercantil, o que fortalece a confiança dos clientes de Pessoa Jurídica na instituição.