Dez parlamentares brasileiros registram patrimônio entre R$ 79 milhões e R$ 678 milhões
1.775 candidatos eleitos em primeiro turno apresentam patrimônios milionários
No último dia 4, as urnas decidiram o futuro político de 1.775 candidatos para cargos como governador, vice-governador, deputado federal, deputado estadual e senador. Um levantamento revelou que 993 desses candidatos, ou 56%, declararam patrimônios iguais ou superiores a R$ 1 milhão.
Os dez candidatos com os maiores patrimônios possuem ativos que variam de R$ 79 milhões a R$ 678 milhões, com uma média superior a R$ 300 milhões. Os setores que concentram as riquezas desses indivíduos incluem agronegócio, mercado imobiliário, transportes, mineração, educação, comércio, tecnologia e comunicação.
Luiz Osvaldo Pastore, do PL-TO, lidera a lista com um patrimônio declarado de R$ 677,7 milhões. Ele construiu sua fortuna à frente de uma grande indústria de transformação de metais, como cobre e alumínio, e também possui investimentos no mercado financeiro, além de já ter exercido um mandato no Senado.
Otaviano Pivetta, governador reeleito de Mato Grosso e do Republicanos, ocupa a segunda posição com R$ 575,7 milhões. Ele é o chefe do Executivo estadual mais rico, com patrimônio oriundo da produção de grãos e uma longa trajetória pública, incluindo mandatos como prefeito e deputado estadual.
Na terceira posição, Wilson Picler, do PL-PR, declarou R$ 478,7 milhões. Fundador do Grupo Educacional Uninter, Picler também já atuou na Câmara dos Deputados e foi escolhido como suplente ao Senado.
Odilio Balbinotti Filho, do PL-MT, surge em quarto lugar com R$ 359,7 milhões. Ele preside uma empresa líder em tecnologia de melhoramento genético de soja e é um dos candidatos oriundos do setor privado que disputaram as eleições.
O deputado estadual Vittorio Medioli, do PL-MG, é o parlamentar com maior patrimônio entre os eleitos, ocupando a quinta posição com R$ 356,8 milhões. Ele é o criador de um conglomerado de logística e já exerceu mandatos na Câmara Federal e na Prefeitura de Betim.
Markenson Marques dos Santos, do Novo-PR, figura em sexto lugar com R$ 184,3 milhões. Atuando no setor de logística e no ramo imobiliário, ele é um dos estreantes no grupo.
Ulisses Gonçalves, do PL-MA, ocupa a sétima posição com R$ 155,5 milhões. Eleito deputado estadual, possui raízes no agronegócio maranhense, focando na pecuária e manejo de fazendas.
Na oitava posição, Jadyel Silva Alencar, do Republicanos-PI, declarou R$ 107,1 milhões. O deputado federal reeleito fez sua fortuna na distribuição de insumos farmacêuticos e alimentos no Nordeste.
Rodrigo Oliveira, do MDB-CE, é o penúltimo entre os dez mais ricos, com R$ 78,7 milhões. Atuando nos setores de tecnologia e projetos imobiliários, ele é um engenheiro em seu primeiro mandato.
Duda Brito Ramos, do Podemos-RR, fecha a lista dos dez mais ricos com R$ 78,5 milhões. O deputado federal atua no mercado de engenharia e serviços de gestão ambiental, mantendo uma presença política na região Norte.
Entre os governadores eleitos, Pivetta se destaca com uma fortuna incomparável. O segundo mais rico é Eduardo Riedel, do PP, eleito para Mato Grosso do Sul, com R$ 16,1 milhões. Ele é biólogo e produtor rural, acumulando riqueza no setor agropecuário.
Daniel Vilela, do MDB-GO, aparece em seguida com R$ 5,6 milhões, enquanto Daniel Santos, do Pode-PA, fecha o grupo com R$ 4,8 milhões, atuando no setor de saúde e na Prefeitura de Ananindeua.