PT classifica reportagem da Veja como peça eleitoral irresponsável
Coligação de Lula critica acusações sem provas publicadas pela revista Veja
A coordenação da coligação Brasil Pronto Para Mais, que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou forte descontentamento em relação a uma reportagem da revista Veja. O texto em questão alega que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria repassado R$ 30 milhões para financiar um documentário sobre o presidente, mas a coligação classifica a publicação como uma “peça eleitoral irresponsável”.
No comunicado divulgado, a coordenação contestou a veracidade das informações apresentadas pela revista e afirmou que não existem provas que sustentem as alegações. O grupo anunciou que tomará medidas judiciais para se defender das acusações.
A nota enfatiza que não há registro formal de depoimento que comprove o que foi publicado, ressaltando a ausência de qualquer delação aceita pelo Ministério Público ou pela Polícia Federal. A coligação acredita que a reportagem visa tumultuar o processo eleitoral e beneficiar adversários de Lula.
Segundo a reportagem, Vorcaro teria relatado, por meio de áudios e documentos, que negociou com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, pagamentos em dinheiro vivo para cobrir despesas do documentário intitulado “Lula”, dirigido por Oliver Stone.
A revista também menciona que os pagamentos estariam vinculados a tentativas de acesso a recursos de fundos de pensão de servidores públicos. O relato sugere a participação de integrantes do governo federal e operadores políticos nas negociações com os fundos de previdência de estatais.
A coordenação do PT destacou que as acusações surgem contra autoridades que investigaram irregularidades e que, segundo o partido, levaram à liquidação do Banco Master e à prisão de seu controlador. O grupo questionou quais benefícios Vorcaro esperaria obter com uma mudança de governo, considerando o episódio uma tentativa de vingança.
Além disso, a nota compara o tratamento dado aos relatos sobre os filmes relacionados a Lula e ao senador Flávio Bolsonaro. O PT argumenta que Vorcaro tenta apresentar os recursos destinados à produção sobre Bolsonaro como “patrocínio normal”, enquanto atribui crimes ao PT sem apresentar evidências concretas.
A coordenação também observou que a própria Veja reconheceu que a Procuradoria Geral da República não deu prosseguimento às acusações devido à falta de provas. O grupo reafirmou que não aceitará o uso de acusações infundadas como ferramenta eleitoral e que tomará medidas legais contra o que considera calúnias e irregularidades na divulgação das informações.
Em resposta, Lula negou ter solicitado ou recebido qualquer vantagem financeira de Vorcaro, assim como o ministro Alexandre Padilha e Olavo Noleto, que também se distanciaram do ex-banqueiro.