PT solicita cassação da chapa de Flávio por uso de perfil de Marçal na disseminação de fake news

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Campanha de Lula solicita cassação de chapa de Flávio Bolsonaro por irregularidades eleitorais.

A campanha do presidente Lula protocolou uma ação de investigação judicial eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral, visando a cassação da chapa do candidato Flávio Bolsonaro. A ação alega uso irregular de perfis em redes sociais por Pablo Marçal para a disseminação de propaganda eleitoral e informações falsas. O pedido inclui a suspensão imediata do perfil de Marçal no Instagram, que conta com 14,1 milhões de seguidores.

Além da suspensão do perfil, a campanha petista solicita o bloqueio do site B22token, que oferece criptomoedas aos usuários que compartilham mensagens de apoio a Flávio. Este site é considerado um abuso do poder econômico, segundo a argumentação apresentada.

A assessoria de Flávio Bolsonaro e a campanha de Marçal não responderam aos questionamentos sobre a ação até o fechamento desta reportagem. Anteriormente, a campanha de Flávio negou qualquer ligação com o esquema de criptomoedas e anunciou sua intenção de entrar com uma ação judicial para derrubar a página associada ao B22.

Pablo Marçal, ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, anunciou sua adesão à campanha de Flávio em um evento no final de setembro, quando foi formalmente apresentado como parte da equipe. Os advogados do PT afirmam que a campanha de Flávio não notificou o TSE sobre a transformação do perfil de Marçal em uma conta oficial de campanha, o que infringe as normas eleitorais que regulam perfis de campanha.

A ação judicial aponta que Marçal tem utilizado sua conta para abusar dos meios de comunicação. Recentemente, ele publicou uma montagem com áudios de uma conversa de 2016 entre Lula e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que pode induzir a uma interpretação negativa sobre o presidente em relação a evangélicos.

Os advogados do PT pedem a suspensão do perfil de Marçal em várias plataformas, além da remoção de publicações que disseminam desinformação ou conteúdo injurioso contra Lula. Um dos advogados envolvidos na ação destacou que as estratégias utilizadas por Marçal são semelhantes às que ele já havia empregado na eleição de 2024, com a utilização de redes sociais para disseminar fake news.

Desde que se juntou à campanha, Marçal já foi alvo de diversas representações por propaganda irregular. O sistema de recompensas em criptomoedas, que se assemelha a concursos anteriores, é visto como uma estratégia para manipular a opinião pública.

A campanha também solicita que o tribunal impeça pagamentos ou promessas de recompensa ligadas à publicação eleitoral e investigue a relação de Marçal com o esquema de criptomoedas. O site do B22 está sendo promovido por um perfil no Instagram que arrecada fundos para construir casas para crianças em Uganda, o que levanta questões sobre a legalidade das práticas de financiamento eleitoral.

Um vídeo que circula nas redes sociais apresenta crianças em Uganda incentivando a compra e compartilhamento do token B22, afirmando que o propósito do projeto é ajudar o Brasil. Isso gerou preocupações sobre possíveis pagamentos feitos a terceiros para a promoção de uma candidatura, o que é proibido pela legislação eleitoral.

O site de criptomoedas informa que os usuários podem ganhar tokens ao compartilhar o projeto, o que é considerado uma forma de incentivo financeiro para a divulgação da campanha. A prática é semelhante àquela que levou Marçal a ser condenado por abuso de poder econômico em uma eleição anterior.

O idealizador do projeto B22, Kevim Flores, foi contatado, mas não respondeu às solicitações da reportagem. A campanha de Flávio afirmou que tomará medidas judiciais contra as publicações relacionadas ao site e que não tem relação com o conteúdo ou com a venda de criptomoedas, garantindo que todas as suas ações estão em conformidade com as regras eleitorais.

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