Kaspersky revela que 78% das empresas brasileiras aumentam investimentos em segurança de TI
Empresas brasileiras intensificam investimentos em cibersegurança, mas enfrentam escassez de profissionais qualificados.
Quase oito em cada dez empresas brasileiras planejam ampliar suas estruturas de segurança de tecnologia da informação (TI) nos próximos 12 meses. Um estudo recente revela que esse movimento deve intensificar a escassez de profissionais qualificados no país.
O levantamento indica que 78% das organizações brasileiras pretendem reforçar seus sistemas de proteção digital. Outros 17% planejam manter o nível atual, enquanto apenas 5% cogitam reduzir ou simplificar a estrutura existente. Esse cenário coloca o Brasil entre os mercados mais dispostos a investir em cibersegurança no mundo.
Posição do Brasil no comparativo global
O índice brasileiro empata com o da região Ásia-Pacífico (78%) e fica próximo da América Latina como um todo (79%). Ambas as regiões superam com folga a União Europeia, onde 69% das empresas planejam ampliar os investimentos na área.
Apesar do apetite por expansão, as organizações enfrentam um obstáculo concreto: o processo de contratação de especialistas em cibersegurança pode levar mais de seis meses. A combinação entre procura crescente e oferta restrita tende a aprofundar o gargalo de talentos no setor.
Escassez de talentos em cibersegurança
O desafio da falta de talentos se torna ainda mais evidente com o aumento da intenção de investimento em segurança digital no Brasil. A capacitação das equipes atuais ajuda a mitigar o problema no curto prazo, mas resolver essa lacuna exige uma abordagem mais ampla, como ampliar o acesso ao ensino técnico, promover a inclusão e fortalecer a parceria entre empresas e universidades.
Para orientar profissionais e estudantes interessados na área, estão disponíveis três caminhos de capacitação. O primeiro é voltado a iniciantes e oferece base em conceitos fundamentais de segurança. O segundo, um treinamento específico, é direcionado a profissionais de TI experientes que desejam aprofundar a expertise ou migrar para a área de cibersegurança. O terceiro recurso apresenta funções principais da cibersegurança e inclui um teste de orientação interativo com recomendações de aprendizagem personalizadas.
A pesquisa ouviu 1.800 especialistas em segurança de TI e tomadores de decisão em 18 países, entre eles Brasil, França, Alemanha, Índia e México. O estudo considera empresas de médio porte, com 1.500 a 2.499 funcionários, e de grande porte, com 2.500 funcionários ou mais.