Desabastecimento de água persiste em Flores da Cunha e moradores relatam rotina de falta no abastecimento
Reclamações crescem em bairros como São José e União; Prefeitura cobra plano emergencial da concessionária para conter instabilidade
Moradores de bairros de Flores da Cunha seguem enfrentando interrupções no abastecimento de água, com relatos de falta de água ou baixa pressão em diversas localidades da cidade. A situação tem se repetido ao longo de semanas e gerado reclamações frequentes da população, que protesta contra a instabilidade no fornecimento e cobra soluções definitivas da concessionária responsável.
Comunidade afetada e relatos
Moradores dos bairros São José, União, Colina de Flores e áreas do entorno relatam que a falta de água tem marcado o cotidiano de muitas famílias, com períodos prolongados sem abastecimento especialmente nos horários de maior consumo. Em dezembro de 2025, moradores chegaram a solicitar o uso de caminhões-pipa para abastecer caixas domiciliares como forma paliativa diante da instabilidade.
Segundo relatos recolhidos pela imprensa local, interrupções ou quedas da pressão da água são constantes e impactam atividades essenciais do dia a dia, como higiene pessoal, preparo de alimentos e tarefas domésticas básicas. As ocorrências voltaram a ser denunciadas mesmo após obras e testes na rede de distribuição realizados pela concessionária.
Prefeitura cobra medidas emergenciais
A Prefeitura de Flores da Cunha tem intensificado a cobrança por ações concretas da Corsan/Aegea para enfrentar a falta de água na cidade. Em reunião com representantes da concessionária, a administração municipal exigiu um plano de ação emergencial com cronograma definido, incluindo medidas para zerar vazamentos, estabilizar a pressão da rede e reforçar equipes de manutenção, com prazo estipulado para a semana que se encerra nesta sexta-feira (13).
O prefeito César Ulian destacou que a Prefeitura também aguarda ações estruturais de médio prazo, como perfuração de poços e melhorias no sistema de distribuição, e reforçou a necessidade de comunicação prévia à população quando intervenções possam afetar o abastecimento.
Multa e fiscalização
Diante da recorrência do problema, a Prefeitura, em conjunto com a Agência Intermunicipal de Saneamento do Rio Grande do Sul (Agesan-RS), aplicou auto de infração com penalidade de multa à Corsan/Aegea por falhas no serviço de água, refletindo o descaso apontado pelos moradores. A medida tem respaldo na resolução que prevê sanções quando há deficiência operacional ou incapacidade do sistema de abastecimento em atender à demanda.
Testes na rede e oscilações
A própria concessionária confirmou que testes operacionais na rede de distribuição, como os realizados no início de fevereiro, podem causar oscilações pontuais no abastecimento, especialmente em áreas atendidas por sistemas recém-implementados, como poços tubulares profundos. Essas ações visam aprimorar a eficiência do sistema, mas acabam temporariamente contribuindo para a instabilidade que a população percebe.
Impacto social e custo do desabastecimento
A falta de abastecimento contínuo tem impactos diretos na rotina das famílias, que precisam adaptar hábitos, recorrer a reservatórios extras ou caminhões-pipa para suprir necessidades básicas e enfrentar transtornos que se estendem por semanas. A situação evidencia desafios estruturais no sistema de distribuição de água no município, que precisa conciliar manutenção técnica com atendimento regular à comunidade.
Especialistas em saneamento lembram que a crise hídrica é um problema nacional e está ligada tanto a fatores climáticos quanto à necessidade de investimentos em infraestrutura e gestão para garantir abastecimento regular e sustentável, cenário que também afeta cidades em diversas regiões do Brasil.
Mobilização e orientação à população
A Prefeitura orienta que moradores que enfrentaram falta de água registrem as ocorrências por meio de protocolos oficiais junto à Corsan/Aegea e aos canais de atendimento da concessionária, incluindo o aplicativo, o serviço de Ouvidoria Virtual e o telefone 0800 da Companhia, como forma de reforçar o mapeamento das áreas afetadas e pressionar por soluções mais rápidas.
A expectativa é que o plano emergencial cobrado da Corsan/Aegea traga maior previsibilidade e mais estabilidade no abastecimento nos próximos dias, minimizando os impactos para as famílias e reenquadrando o serviço dentro de padrões mínimos de qualidade.
Foto/ Créditos: Divulgação/ Jornal O Florense/ Klisman Oliveira/ Morador Jorge Padilha
