PT busca barrar homenagem a Serra e Alckmin durante o Carnaval
Conflito político e Carnaval: a polêmica homenagem de 2006 em São Paulo.
Em 2006, uma controvérsia envolvendo a escola de samba Leandro de Itaquera e figuras proeminentes do PSDB agitou o Carnaval de São Paulo.
O Partido dos Trabalhadores (PT) tentou barrar o desfile da escola, que homenageava José Serra, então prefeito da capital, e Geraldo Alckmin, governador do estado, ambos do PSDB e adversários políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Naquele ano, Lula buscava a reeleição e Serra e Alckmin se posicionavam como pré-candidatos da oposição. O vereador Arselino Tatto, do PT, protocolou um pedido na Justiça para impedir a entrada do carro alegórico com as homenagens na avenida.
Um dos principais argumentos de Tatto foi que a prefeitura havia destinado R$ 300 mil para cada escola de samba no Carnaval. O enredo da Leandro de Itaquera focava em “festas populares que nascem das águas”, fazendo referência às obras de rebaixamento da calha do rio Tietê. Além de Serra e Alckmin, o carro também apresentava um busto de Mário Covas, ex-governador paulista falecido em 2001.
Após o desfile, a bancada do PT na Câmara Municipal buscou instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um patrocínio da Nossa Caixa, banco estadual, à Liga Independente das Escolas de Samba. O patrocínio, que teria sido aprovado em tempo recorde, envolvia a participação de funcionários do banco no desfile, com fantasias fornecidas pela escola. O valor do patrocínio foi estimado em R$ 1,5 milhão, superando o investimento de R$ 1,2 milhão em uma campanha publicitária do banco.
Em 2026, o enredo da Acadêmicos de Niterói no Rio de Janeiro, que retrata a vida de Lula, gerou críticas da oposição, que vê nisso uma possível propaganda eleitoral. A Embratur, agência federal, anunciou um repasse de R$ 12 milhões para as 12 escolas de samba, em parceria com a Liga, o que também levantou polêmicas.
