Kassio acolhe solicitação de Flávio Bolsonaro e determina censura a canal pró-Lula de Janones

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Decisão do TSE suspende canal de WhatsApp ligado a André Janones por disseminação de informações falsas.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones, em um prazo de três horas após a notificação.

A medida foi tomada em resposta a um pedido do senador Flávio Bolsonaro, que alega que Janones utiliza o canal para espalhar notícias falsas e coordenar ataques contra sua candidatura à presidência. A suspensão do canal deverá permanecer até a homologação dos resultados do segundo turno das eleições.

O canal já contava com mais de 3 milhões de usuários e era uma estratégia importante da campanha de Lula para mobilizar seus apoiadores digitais.

A decisão de Kassio Nunes Marques foi considerada uma antecipação em relação a uma determinação anterior do corregedor-geral eleitoral, que havia concedido 72 horas para que Flávio Bolsonaro esclarecesse os pedidos feitos em uma ação contra Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e Janones.

Em suas redes sociais, Janones criticou a decisão, chamando-a de censura e afirmando que continuará mobilizando seus apoiadores. Ele expressou que, apesar da suspensão, a força de seus seguidores não será silenciada.

Janones também revelou que foi impedido de criar um novo canal, o que considerou injustificável, e anunciou planos de criar uma comunidade no Instagram para manter a interação com seus seguidores.

O ministro Sidônio Palmeira, em declarações à imprensa, criticou a ação de Flávio Bolsonaro, afirmando que ela demonstra medo e que não deve ser aceita. Ele defendeu a luta contra essa medida, considerando-a sem fundamento.

Segundo informações, o canal de Janones era utilizado para disseminar conteúdos já considerados falsos pela Justiça Eleitoral, incluindo acusações sobre Flávio Bolsonaro e a remoção do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Kassio Nunes Marques também ordenou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, forneça informações sobre as ações tomadas contra o canal, incluindo a existência de outros canais geridos por Janones e um relatório das mensagens publicadas.

Além disso, o ministro estabeleceu um regime de supervisão regulatória direta sobre a plataforma, exigindo a preservação dos registros relacionados ao canal por pelo menos um ano. O pedido para impedir Janones de criar novos canais será analisado posteriormente.

A campanha de Flávio Bolsonaro alega que a decisão do TSE é uma vitória contra a disseminação de notícias falsas e menciona que foram apresentadas provas de que Janones orientava seus seguidores a compartilhar conteúdos de forma massiva, mesmo sem assisti-los previamente.

A mobilização digital em apoio à reeleição de Lula tem gerado preocupações na campanha de Flávio, que teme um impacto silencioso na distribuição de conteúdos no WhatsApp.

Desde o primeiro turno, em que Flávio obteve uma vantagem, a campanha de Lula tem intensificado suas estratégias digitais para expor seu adversário e motivar eleitores indecisos a votarem no segundo turno.

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