Zelensky denuncia ataques russos à Ucrânia mesmo com cessar-fogo proposto por Trump

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Conflito na Ucrânia: Zelensky critica ataques russos após anúncio de cessar-fogo

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou a continuidade dos ataques russos às instalações de energia do país, mesmo após um anúncio de cessar-fogo feito pelo presidente dos Estados Unidos.

O anúncio de cessar-fogo foi feito por Donald Trump em uma publicação nas redes sociais, onde afirmou que Rússia e Ucrânia teriam concordado em suspender os ataques às suas respectivas infraestruturas energéticas. No entanto, detalhes sobre o acordo não foram fornecidos.

O Kremlin, por sua vez, afirmou que as negociações sobre a proposta de cessar-fogo continuam, mas não confirmou a existência de um acordo e se negou a esclarecer se a trégua se aplicaria apenas às refinarias de petróleo.

Durante sua participação em um fórum de segurança na Polônia, Zelensky revelou que o governo ucraniano tomou conhecimento do anúncio de Trump pela mídia, sem receber confirmação de Moscou sobre a suspensão dos ataques.

O presidente ucraniano expressou a disposição do país em respeitar um cessar-fogo energético, desde que a Rússia faça o mesmo. Ele destacou que, apesar do anúncio, as forças russas realizaram ataques em uma usina de energia em Kharkiv, além de outras instalações.

Em tom irônico, Zelensky comentou que “Putin não lê o Truth Social”, referindo-se à plataforma onde Trump fez o anúncio. A Rússia ainda não apresentou uma resposta clara à proposta americana.

Ataques à infraestrutura energética continuam

A suspensão dos ataques às instalações energéticas é um dos pontos centrais nas negociações para encerrar a guerra, que teve início com a invasão russa em fevereiro de 2022. A Rússia tem atacado sistematicamente as infraestruturas de eletricidade, aquecimento e água na Ucrânia, afetando gravemente a população civil, especialmente durante o rigoroso inverno.

A Ucrânia, por sua vez, também tem realizado ataques a refinarias de petróleo e outras instalações energéticas na Rússia. Zelensky afirmou que está disposto a interromper os ataques às refinarias russas se Moscou fizer o mesmo em relação às instalações ucranianas.

Ele pediu a Trump que pressione o governo russo para que a proposta de cessar-fogo seja cumprida, ressaltando que uma trégua poderia ser um passo inicial para o fim do conflito, embora tenha advertido que a Ucrânia continuará a responder militarmente se os ataques russos persistirem.

Vale lembrar que Trump já havia anunciado um entendimento semelhante em setembro, mas os bombardeios continuaram sem que os detalhes do acordo fossem esclarecidos.

União Europeia demonstra ceticismo sobre acordo

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, expressou ceticismo sobre a disposição da Rússia em cumprir um cessar-fogo. Durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores da UE, Kallas enfatizou que uma trégua deveria incluir não apenas a infraestrutura energética, mas também a proteção da população civil.

A discussão sobre a trégua ocorre em meio a novas tensões entre os EUA e a Ucrânia. Recentemente, Trump anunciou um acordo com Putin para permitir a importação de diesel russo, o que gerou críticas de autoridades europeias e parlamentares americanos.

Um grupo de senadores dos EUA manifestou preocupação de que a compra de combustível russo poderia fornecer mais recursos financeiros à Rússia durante a guerra. O ministro das Relações Exteriores da Estônia também questionou os efeitos da medida sobre os preços internacionais, sugerindo que a decisão está mais ligada à política interna dos EUA.

Ataques russos deixam três mortos e feridos

Enquanto as negociações prosseguem, novos ataques foram registrados na Ucrânia. Um ataque com drones na vila de Pisochyn resultou em três mortes e nove feridos, incluindo crianças. O ataque atingiu uma área densamente povoada, causando um incêndio em edifícios residenciais e supermercados.

Em Kiev, dois feridos foram relatados após ataques aéreos, com destroços de equipamentos russos provocando incêndios em residências. A Força Aérea ucraniana informou ter abatido 89 dos 121 drones lançados pela Rússia durante a noite, além de um míssil guiado.

Do lado russo, o Ministério da Defesa alegou ter interceptado 151 drones ucranianos. Além disso,

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