Nunes Marques solicita análise de canal ‘Exército do Lula’ após disputas no TSE

Compartilhe essa Informação

Análise urgente do canal “Exército do Lula” é determinada pelo TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ordenou uma análise imediata do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, que conta com mais de 3,7 milhões de usuários. A decisão ocorreu nesta segunda-feira (12) e visa investigar possíveis disseminações de desinformação.

O canal é coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG) e foi alvo de acusações por parte da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que alega que o grupo tem veiculado informações falsas. A campanha de Flávio apresentou oito publicações que já haviam sido proibidas pelo TSE, cada uma com uma média de 1,1 milhão de visualizações.

Entre as alegações, destaca-se uma informação incorreta sobre Flávio Bolsonaro, que supostamente pretendia retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Os advogados do senador afirmam que o canal no WhatsApp opera com uma “sistemática de desinformação” similar àquela que foi combatida pelo TSE nas eleições de 2022.

A determinação de Nunes Marques foi direcionada à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação, solicitando que a unidade informe sobre conteúdos falsos já abordados pelo TSE e verifique se há uma “eventual atuação coordenada” para sua disseminação.

No dia anterior à nova decisão, o caso “Exército do Lula” gerou uma série de controvérsias no TSE, com reclamações de ambas as campanhas. Inicialmente, Nunes Marques havia determinado a suspensão do canal, mas essa decisão foi revertida pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que considerou as evidências apresentadas pela campanha de Flávio insuficientes para justificar o fechamento do canal.

No mesmo dia, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, também interveio, ordenando que a campanha de Lula suspendesse o impulsionamento de postagens pagas nas redes sociais que continham a mensagem “se Flávio Bolsonaro vencer, você perde”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *