Messias critica Bolsonaro por negligenciar o endividamento das famílias
Governo atual busca reverter o endividamento das famílias brasileiras com o programa Desenrola 3.0.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, destacou que o elevado endividamento das famílias brasileiras é resultado da pandemia de covid-19 e da gestão do governo anterior. Em uma declaração pública, ele enfatizou que a administração passada não forneceu o suporte necessário à população durante um período crítico.
Messias afirmou que muitas famílias foram forçadas a contrair dívidas devido à perda de renda e empregos, evidenciando a falta de cuidado do governo anterior com a situação financeira dos brasileiros. Ele defendeu o programa Desenrola 3.0, uma iniciativa do governo atual para ajudar na renegociação de dívidas.
O Desenrola 3.0 foi introduzido em 25 de setembro, com o objetivo de comprar dívidas de pessoas físicas que estejam atrasadas entre 2 e 4 anos e meio. A estratégia envolve leilões com instituições financeiras, visando renegociar até R$ 150 bilhões de um total estimado de R$ 300 bilhões em débitos elegíveis, com descontos que podem chegar a 90%. O investimento do governo para implementar essa medida é de aproximadamente R$ 15 bilhões.
O tema do endividamento das famílias se tornou central na atual disputa eleitoral. O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, atribui a responsabilidade pela crise financeira à gestão de Lula, argumentando que o aumento dos gastos públicos tem pressionado a inflação e elevado as taxas de juros. Em contraste, Lula busca conectar o Desenrola 3.0 ao seu compromisso de recuperação financeira das famílias brasileiras.
No final de seu pronunciamento, Jorge Messias fez um apelo para que os cidadãos votem em Lula no segundo turno das eleições, programado para 25 de outubro.
ENDIVIDAMENTO
Dados recentes indicam que o endividamento das famílias brasileiras atingiu 82% em julho de 2026, um recorde histórico desde o início da série em 2015. Nesse período, 29,8% das famílias estavam com contas em atraso, refletindo a gravidade da situação financeira enfrentada por muitos.
Em setembro, houve uma leve redução no percentual de famílias endividadas, que caiu para 81,7%, o menor nível desde junho. No entanto, o tempo médio de atraso nos pagamentos aumentou para 65,3 dias, o maior desde novembro de 2024. A pesquisa revelou que 17,3% das famílias se consideravam muito endividadas, e 19,4% tinham mais da metade da renda comprometida com dívidas.