IA transforma biotecnologia e física, declara CEO do TikTok
Executivo do TikTok antecipa avanços científicos impulsionados pela inteligência artificial em breve.
O diretor-executivo do TikTok, Shou Zi Chew, compartilhou suas previsões sobre o impacto da inteligência artificial (IA) em diversas áreas científicas nos próximos três anos. Durante a conferência DBS Asia Future Forward, em Singapura, ele destacou que a IA pode revolucionar setores como biotecnologia, física, química e ciência dos materiais.
Chew enfatizou que o atual cenário representa apenas o começo das possibilidades que a IA pode oferecer, especialmente no contexto científico. Ele acredita que nos próximos dois a três anos, veremos avanços significativos impulsionados pela tecnologia.
“Nos próximos dois a três anos, teremos avanços científicos reais em áreas como física e biotecnologia, por causa da IA. É muito, muito possível”, afirmou o executivo durante sua apresentação.
Potencial de longo prazo da IA
O executivo também abordou a dinâmica do desenvolvimento tecnológico, sugerindo que a percepção pública muitas vezes subestima o potencial de longo prazo da IA. “No curto prazo, estamos superestimando a IA, mas no longo prazo, provavelmente a estamos subestimando”, observou Chew.
Ele ressaltou que o progresso na ciência está em uma trajetória ascendente, indicando que as melhores inovações ainda estão por vir. Chew acredita que a curva de progresso da IA nas ciências está se tornando cada vez mais acentuada.
A visão otimista de Chew ocorre em um contexto onde grandes empresas de tecnologia estão investindo pesadamente em pesquisa científica orientada por IA. Recentemente, iniciativas de bilhões de dólares foram anunciadas para desenvolver modelos de IA que preveem comportamentos celulares, visando acelerar pesquisas biológicas e a descoberta de novos medicamentos.
ByteDance na corrida científica
A ByteDance, empresa-mãe do TikTok, também está se posicionando nesse cenário. Em abril de 2026, a equipe de pesquisa Seed da companhia lançou o Protenix-v2, um modelo de IA projetado para prever e criar estruturas biomoleculares, com potencial para revolucionar a descoberta de novos fármacos.
Chew mencionou que a empresa está buscando colaborações com cientistas para impulsionar projetos de pesquisa. “Estamos explorando como podemos trabalhar com muitos cientistas para avançar na ciência. Já realizamos algumas iniciativas nesse sentido, e os resultados têm sido muito empolgantes”, afirmou.
Riscos de alinhamento e cibersegurança
Apesar do otimismo, Chew também apontou os desafios que vêm junto com o avanço tecnológico. A questão do alinhamento entre as máquinas e os valores humanos se torna crucial à medida que os sistemas se tornam mais autônomos. “Como podemos alinhar os modelos e as máquinas para que ajam de acordo com o que consideramos óbvio como seres humanos?”, questionou.
Ele também alertou para os riscos de cibersegurança associados ao uso de agentes de IA. Chew destacou que os usuários muitas vezes concedem permissões amplas a esses sistemas sem compreender totalmente as implicações. Ele citou o risco de agentes realizarem compras autônomas que vão além da intenção dos usuários.
“Os riscos de cibersegurança são significativos”, enfatizou Chew, acrescentando que modelos de IA mais sofisticados tornam mais fácil e barato para agentes mal-intencionados atacar plataformas digitais. “Precisamos das ferramentas adequadas para nos proteger contra a rápida diminuição dos custos de criação de problemas em plataformas como a nossa”, concluiu.