PT registra ‘Exército do Lula’ no TSE e Kassio libera canal

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Campanha de reeleição de Lula registra canal “Exército do Lula” no TSE.

BRASÍLIA, DF – A campanha do presidente Lula (PT) à reeleição formalizou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), que já conta com mais de 4 milhões de seguidores.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia estabelecido que o canal poderia retornar sob certas condições, incluindo a comunicação dos endereços eletrônicos à Justiça Eleitoral, em meio a uma série de decisões conflitantes sobre o assunto.

Após o registro, Kassio comunicou a interlocutores que o canal está agora liberado para funcionar, considerando que a questão anterior perdeu seu objeto, uma vez que as informações necessárias foram entregues.

Anteriormente, Kassio havia determinado a censura do canal de WhatsApp sem evidências concretas de que as fake news mencionadas na ação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) estivessem circulando no grupo.

Na análise sobre a necessidade de registro, Kassio se baseou em um relatório técnico do tribunal, que indicou que mensagens veiculadas no canal entre 25 e 29 de setembro foram apagadas ou editadas a partir de 7 de outubro, o que gerou uma lacuna na análise de riscos.

Um dossiê enviado à corte eleitoral pela campanha de Flávio apontou 499 mensagens apagadas, incluindo três já classificadas como fake news pelo TSE, com ordem de remoção.

Kassio observou que havia “traços incontroversos” de que Janones “atua em coordenação com a campanha presidencial”, sugerindo uma conexão indissociável que tornava o registro formal do canal obrigatório.

Embora não tenha sido possível afirmar que o canal é uma “tropa digital substancialmente dedicada à desinformação”, sua estrutura sugere essa possibilidade, o que demanda uma ação preventiva por parte do TSE.

O presidente do TSE também destacou que a proximidade do segundo turno das eleições, agendadas para o dia 25, intensifica as consequências de eventuais reiterações, exigindo medidas direcionadas a comportamentos que possam prejudicar candidatos.

Kassio finalizou afirmando que a responsabilização por qualquer uso irregular do canal será investigada, incluindo não apenas o administrador, mas também a coligação e os candidatos responsáveis pelo registro.

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