Flávio Bolsonaro afirma que situação em El Salvador é branda e critica opositores sobre segurança pública

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Flávio Bolsonaro propõe endurecimento das leis de segurança pública no Brasil.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, declarou que o modelo de segurança pública de El Salvador é insuficiente para suas intenções no Brasil. Ele prometeu a criação de mais de 500 mil vagas em presídios, o endurecimento das penas e uma ofensiva contra organizações criminosas, caso seja eleito.

As declarações foram feitas em um discurso para empresários e representantes de entidades do setor produtivo durante o Grande Encontro do Associativismo, realizado em São Paulo.

A referência a El Salvador remete à política de segurança do presidente Nayib Bukele, que, em março de 2022, implementou um regime de exceção para intensificar a repressão a gangues, resultando em prisões em massa de suspeitos.

Um dos principais exemplos desse modelo é o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), um presídio de segurança máxima projetado para abrigar até 40 mil detentos. Essa abordagem tem sido citada por políticos no Brasil que defendem medidas mais rígidas no combate ao crime.

“Aqueles que acham que sou radical na segurança pública não viram nada ainda. Estou em contato com o Derrite, pois considero que o que acontece em El Salvador é pouco”, afirmou, referindo-se ao senador eleito Guilherme Derrite, presente no evento.

Flávio também anunciou a intenção de expandir o sistema penitenciário, prometendo a criação de “mais de meio milhão de vagas em presídios”. Ele defendeu ainda a castração química e o aumento do tempo de prisão para estupradores e abusadores de mulheres e crianças.

O senador manifestou a intenção de buscar apoio no Congresso Nacional para aumentar a punição para o roubo de celulares, sugerindo que a pena mínima deveria ser de oito anos de prisão, com a obrigatoriedade de trabalho para os condenados.

“Vamos mudar a lei no Congresso, e ladrão de celular enfrentará no mínimo oito anos de cadeia, além de ser obrigado a trabalhar para entender o valor de um celular”, declarou, sem entrar em detalhes sobre a proposta.

No que diz respeito à proteção das mulheres, Flávio prometeu aumentar o monitoramento de agressores que estão sob medidas protetivas. Ele afirmou que a aproximação do agressor acionaria a polícia, que atuaria tanto na contenção quanto no atendimento à vítima.

“Se o agressor se aproximar da mulher agredida, a polícia será rapidamente acionada, com viaturas para deter o agressor e verificar a situação da mulher”, explicou.

Além disso, o candidato anunciou planos para criar unidades da Casa da Mulher Brasileira, destinadas a acolher vítimas que não conseguem deixar ambientes de violência devido a dificuldades financeiras. Esses espaços ofereceriam suporte a mulheres que precisam sair de casa com os filhos, mas não têm condições de sustentar a família sozinhas.

Outra proposta apresentada foi o programa Smart Brasil, inspirado no sistema de monitoramento de São Paulo. Flávio pretende instalar mais de 2 milhões de câmeras com tecnologia de identificação, integrando os sistemas de segurança de municípios e Estados.

Essa integração, segundo ele, permitiria localizar e prender suspeitos identificados em diferentes localidades do país. Para isso, o candidato planeja firmar parcerias com prefeitos e governos estaduais.

Flávio também afirmou que, se eleito, iniciará em janeiro as medidas contra organizações criminosas, tratando esses grupos como “narcoterroristas”.

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