Carlos Viana solicita devolução de documentos sobre Vorcaro à CPMI
Comissão do INSS busca recuperar documentos essenciais para investigações sobre contratos irregulares.
O presidente da CPMI do INSS anunciou que solicitará ao ministro do STF a devolução de documentos relacionados à investigação de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que enfrenta suspeitas de irregularidades.
A instituição financeira, que foi liquidada em novembro de 2025, está sendo investigada por supostas emissões de contratos falsos de crédito consignado. A devolução dos documentos é considerada crucial para o andamento das investigações.
Os documentos sobre Vorcaro foram retirados da CPMI em dezembro, a pedido do relator anterior, que determinou que o material ficasse sob a guarda do presidente do Congresso até nova deliberação. Recentemente, houve um encontro entre os senadores Carlos Viana e o ex-relator, onde foi acordado que os documentos seriam devolvidos após a análise pericial pela Polícia Federal.
Com a mudança na relatoria do caso Master, o novo relator, André Mendonça, agora é responsável por todas as investigações relacionadas ao banco e ao escândalo do INSS, centralizando as negociações da CPMI.
Carlos Viana também confirmou a oitiva de Daniel Vorcaro, agendada para o dia 26. O acordo estipula que Vorcaro não apresentará pedidos de habeas corpus que possam impedir seu comparecimento ou proteção contra questionamentos. Os parlamentares, por sua vez, se comprometeram a direcionar suas perguntas apenas a temas relacionados ao INSS.
Se Vorcaro não comparecer à CPMI, poderá ser submetido a condução coercitiva.
A relatoria do caso Master foi repassada a Mendonça após um pedido da Polícia Federal, que alegou possíveis conflitos de interesse do ministro anterior, Dias Toffoli, devido a mensagens que envolvem transferências de dinheiro relacionadas a ele. Toffoli confirmou ser sócio de uma empresa que teve ligações comerciais com Vorcaro.
Além disso, um senador também solicitou o afastamento de Toffoli, argumentando que sua relação comercial poderia comprometer a imparcialidade necessária para a condução do processo.
