Mídia internacional celebra vitória de Lula com o fim da escala 6 X 1
Internacional destaca aprovação da PEC que reduz jornada de trabalho no Brasil.
A imprensa internacional repercutiu na quinta-feira (15.out.2026) a aprovação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019, que altera a jornada semanal de trabalho no Brasil de 44 para 40 horas, mantendo o salário intacto. As análises ressaltaram não apenas os efeitos diretos sobre os trabalhadores, mas também o impacto político da medida, que ocorre a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, agendado para 25 de outubro.
Veículos de comunicação de renome como jornais britânicos, espanhóis e agências de notícias internacionais associaram a aprovação da PEC à acirrada disputa entre o atual presidente e seu oponente. A mudança na legislação é vista como uma conquista significativa para o governo, especialmente em um momento eleitoral tão crítico. O apoio à medida foi destacado como um movimento estratégico para angariar votos de trabalhadores de setores como comércio e serviços, que podem se beneficiar diretamente da redução da carga horária.
Além disso, a PEC foi recebida com cautela por representantes do setor empresarial, que expressaram preocupações sobre os custos adicionais e possíveis repercussões na competitividade das empresas. O presidente, em suas declarações, celebrou a aprovação da proposta, enfatizando que a redução da jornada de trabalho proporcionará mais tempo para que os cidadãos possam desfrutar da vida, cuidar de suas famílias e ter momentos de lazer.
A aprovação da PEC foi um processo que envolveu um expressivo apoio no Senado, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário, sem abstenções. A nova legislação prevê uma transição gradual, começando com uma redução para 42 horas e, em seguida, atingindo as 40 horas, além de garantir dois dias de descanso remunerado por semana.
Essa mudança é considerada uma das maiores vitórias para os trabalhadores desde a promulgação da Constituição de 1988, refletindo um avanço significativo nas condições laborais no país. A medida, defendida pelo governo durante a campanha eleitoral, foi aprovada em um momento estratégico, a poucos dias do segundo turno, evidenciando a importância da questão trabalhista nas eleições brasileiras.