Flávio propõe plano fiscal que inclui imóveis abandonados da União

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Flávio Bolsonaro propõe fundo para imóveis públicos abandonados visando aumento da arrecadação.

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, apresentou uma proposta inovadora para aumentar a arrecadação da União, que envolve a criação de um fundo de gestão para imóveis públicos abandonados. A ideia foi discutida durante uma entrevista ao Jornal Nacional, onde ele abordou a necessidade de um ajuste fiscal significativo sem impactar áreas sensíveis do orçamento, como aposentadorias e saúde.

Flávio destacou que o Brasil possui mais de 30.000 imóveis públicos, muitos dos quais estão em estado de abandono. Ele acredita que esses bens podem ser reunidos em um fundo que possibilite sua exploração econômica. “A gente vai pegar esse imóvel, vai colocar num fundo de gestão”, afirmou, enfatizando a falta de atualização na avaliação desses imóveis, que ele estima somar um patrimônio de R$ 1,7 trilhão.

Apesar da proposta, o candidato não forneceu detalhes sobre quais imóveis seriam incluídos no fundo ou os critérios para sua seleção. Ele explicou que a securitização desses ativos poderia gerar cerca de R$ 200 bilhões em receitas adicionais, permitindo que o governo antecipe recursos ao transformar direitos a recebimentos futuros em títulos negociáveis no mercado financeiro.

Além da proposta relacionada aos imóveis, Flávio Bolsonaro mencionou a intenção de extinguir pelo menos 10 dos 39 ministérios atuais e melhorar a gestão das estatais. Ele também planeja combater a corrupção com o auxílio de inteligência artificial, buscando modernizar a administração pública.

Outra estratégia mencionada foi a securitização de parte das dívidas que o governo tem a receber, o que poderia resultar em uma arrecadação adicional de R$ 200 bilhões por ano. Ele também citou a possibilidade de arrecadação de royalties de petróleo na Margem Equatorial, que, segundo suas estimativas, poderia gerar mais de R$ 100 bilhões, embora a produção na região não deva começar antes de 2033.

Por fim, Flávio assegurou que seu ajuste fiscal não afetará os benefícios destinados à população mais pobre. Ele se comprometeu a manter os reajustes do salário mínimo acima da inflação e a não desvincular o aumento das aposentadorias ao crescimento do piso salarial, reafirmando seu compromisso com a proteção social.

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