Flávio rejeita Eduardo como chanceler e afirma que Jair não solicitou cargo
Flávio Bolsonaro descarta cargos para Jair e Eduardo em seu governo
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, afirmou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não manifestou interesse em ocupar qualquer cargo em um possível governo seu. Além disso, ele também negou a possibilidade de nomear seu irmão, Eduardo Bolsonaro, para o Ministério das Relações Exteriores.
Durante uma entrevista, Flávio foi questionado sobre a possibilidade de seu pai assumir uma função em seu governo, caso vença o segundo turno das eleições. Ele ressaltou que Jair nunca discutiu sobre cargos ou expressou desejo de trabalhar em sua administração.
Apesar de não considerar a nomeação de Jair, Flávio destacou a importância do ex-presidente em sua tomada de decisões, afirmando que sempre poderá consultá-lo em questões políticas e administrativas, dado que ele tem um ex-presidente da República de confiança em sua família.
Quando perguntado se pensaria em oferecer um cargo ao ex-presidente, Flávio não respondeu diretamente, reiterando que o assunto nunca foi discutido entre eles e afirmando que “não está no radar”.
A questão surgiu após menções a movimentações jurídicas para reverter a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Eduardo e o Itamaraty
<pApós a discussão sobre Jair, Flávio também foi questionado sobre a possibilidade de nomear Eduardo Bolsonaro como chanceler. Ele foi enfático ao afirmar que isso não acontecerá, dizendo: "Não, ele não vai ser meu chanceler".
O nome de Eduardo havia sido cogitado por aliados da família para o Ministério das Relações Exteriores, especialmente devido à sua atuação nos Estados Unidos e suas conexões com o governo do ex-presidente Donald Trump.
Eduardo se estabeleceu nos Estados Unidos, onde tem se envolvido com autoridades norte-americanas, defendendo sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal, em particular Alexandre de Moraes.
A possibilidade de uma indicação de Eduardo para o Itamaraty foi mencionada em declarações sobre a composição de um eventual governo de Flávio. Em entrevistas anteriores, Eduardo indicou que a decisão sobre sua nomeação caberia a Jair Bolsonaro.
Durante a entrevista, Flávio elogiou a atuação internacional do irmão, mas reafirmou que não o nomearia para o ministério, defendendo Eduardo e afirmando que ele enfrenta perseguição política por sua atuação no exterior.
Flávio não revelou se pretende oferecer outra posição a Eduardo em caso de vitória nas eleições, mantendo em sigilo suas intenções para a composição de seu futuro governo.