Flávio descarta nomear o pai para cargos públicos
Flávio Bolsonaro esclarece sobre ministérios e planos políticos em entrevista
Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), confirmou que seu irmão Eduardo não ocupará o cargo de ministro das Relações Exteriores e que não pretende nomear seu pai para qualquer posição pública, caso vença as eleições presidenciais no dia 25 de outubro.
A declaração foi feita durante uma sessão de perguntas na TV Globo, onde Flávio reiterou seu compromisso de apoiar uma emenda constitucional para abolir a reeleição. Ele também se comprometeu a não permitir que familiares o sucedam no cargo.
Em relação a uma possível reeleição, Flávio afirmou que não disputará um novo mandato em 2030 se o Congresso não aprovar a mudança na Constituição. Ele enfatizou que não tem apego ao poder e que sua candidatura é um projeto de Deus.
Flávio destacou sua formação acadêmica e experiência profissional, afirmando estar preparado para a presidência. Ele mencionou a necessidade de um projeto de nação, ao invés de projetos de poder, e se comprometeu a respeitar o resultado das urnas, mesmo em uma eventual derrota para Lula da Silva.
Sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro, Flávio defendeu seu pedido de apoio financeiro a Daniel Vorcaro, envolvido em escândalos financeiros. Ele reiterou que seu pai foi condenado injustamente e que existem falhas no processo que resultou em sua pena.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques, indicou que reavaliará o pedido de revisão da pena de Jair Bolsonaro após o resultado do segundo turno, onde Flávio obteve uma vantagem de 2,2 milhões de votos sobre Lula.
Flávio também mencionou que, em caso de vitória, gostaria de ter seu pai como consultor, afirmando que nunca discutiram cargos públicos. Ele se considera privilegiado por ter um ex-presidente da República em sua família.
Flávio desmentiu declarações anteriores sobre a possibilidade de seu pai assumir um cargo em seu governo, reafirmando que Eduardo não será seu chanceler. Ele descreveu Eduardo como um perseguido político que defende a democracia no exterior.
Sobre o papel das Forças Armadas, Flávio afirmou que sua abordagem será distinta, focando na proteção das fronteiras e no combate ao crime organizado, especialmente às facções criminosas como PCC e CV. Ele prometeu classificar essas organizações como narcoterroristas em alinhamento com os Estados Unidos.
A entrevista gerou protestos em várias partes do país, com setores da esquerda convocando a população para um “panelaço” durante a transmissão. Na quinta-feira anterior, Lula da Silva foi entrevistado pela TV Globo, onde discutiu a redução da idade de responsabilidade penal em casos de crimes hediondos.
Flávio e Lula se encontrarão pela primeira vez em um debate presidencial promovido pela TV Band no próximo domingo, onde poderão confrontar suas propostas diretamente.