Bolsa Família reajustado inicia pagamentos nesta segunda-feira
Aumento do Bolsa Família é anunciado com reajuste significativo nos benefícios.
O novo valor do Bolsa Família começa a ser pago nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, após o anúncio do reajuste feito pelo presidente. O aumento foi implementado em resposta à necessidade de acompanhar a inflação e garantir um suporte mais robusto às famílias beneficiárias.
O piso mensal do programa foi elevado de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio teve um aumento de R$ 675 para R$ 777. Essa elevação representa uma alta nominal de aproximadamente R$ 100, refletindo um reajuste de 15,04% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor acumulado desde o início do programa em 2023 até agosto de 2026.
De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, o custo da medida será de R$ 5,8 bilhões para o ano atual, a partir da folha de pagamento de outubro, e cerca de R$ 22 bilhões em 2027. Para acomodar essa despesa adicional, o Executivo está ajustando o projeto de lei orçamentária que já foi enviado ao Congresso.
O governo afirma ter segurança quanto à disponibilidade de recursos para cobrir o aumento dos benefícios. Parte do espaço fiscal utilizado para financiar o reajuste é proveniente da eliminação da fila do Instituto Nacional do Seguro Social, o que gerou uma sobra de recursos. Essa medida não deve impactar a despesa total do governo nem requerer créditos adicionais fora do orçamento já previsto.
Para o ano de 2027, o impacto de R$ 22 bilhões será integrado à proposta orçamentária que está em tramitação no Congresso, com mais detalhes previstos para o relatório bimestral de receitas e despesas a ser divulgado no dia 24 de setembro.
O governo destacou que a decisão de aumentar os benefícios, anunciada a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições, não deve ser interpretada como uma ação com fins eleitorais. O ministro do Planejamento e Orçamento enfatizou que a discussão sobre o reajuste começou antes do período eleitoral, assegurando que há espaço fiscal suficiente para absorver a nova despesa.