Polícia Federal investiga ex-funcionário do STJ por suposto vazamento de informações a Willer Tomaz

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Operação Linceu investiga acesso irregular a processos do STJ.

A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira, a operação Linceu com o objetivo de investigar a violação do sigilo funcional por parte de Humberto Pradera, ex-funcionário do Superior Tribunal de Justiça. Ele é acusado de ter facilitado o acesso do advogado Willer Tomaz a informações de processos em andamento na Corte.

Humberto Pradera ocupava o cargo de secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do Tribunal. Na última sexta-feira, ele foi exonerado pelo presidente do STJ, Luis Felipe Salomão, que também anunciou a abertura de um procedimento interno para apurar os fatos relacionados ao caso.

Em comunicado, o presidente do STJ esclareceu que, por Pradera não ser um servidor concursado, a exoneração foi imediata. Ele também afirmou que as medidas criminais estão em andamento e são sigilosas, portanto, o Tribunal não se manifestará sobre o assunto.

Os agentes da Polícia Federal estão cumprindo um mandado de busca e apreensão no Distrito Federal, expedido pelo Supremo Tribunal Federal, como parte das investigações.

As apurações da PF incluem crimes como violação de sigilo funcional, peculato eletrônico, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Até o momento, tentativas de contato com o advogado Willer Tomaz para obter uma declaração sobre a operação não resultaram em resposta. O mesmo ocorreu com Humberto Pradera, que não teve um telefone ou e-mail válido encontrado para se manifestar sobre a reportagem. O veículo de comunicação continuará buscando contato e atualizará o texto caso novas informações sejam recebidas.

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