Bolsonaro é acusado de incitar assassinato de Lula; entenda o caso que ganhou destaque no Google

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Investigação sobre plano de assassinato de Lula gera grande repercussão nas redes sociais.

As investigações sobre um suposto plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva despertaram um intenso interesse público, especialmente após a mobilização do deputado federal André Janones.

Dados recentes mostram que a expressão “Bolsonaro mandou matar Lula” teve um aumento de mais de 5.000% nas pesquisas do Google. Essa mobilização trouxe à tona as descobertas da Polícia Federal relacionadas ao plano “Punhal Verde e Amarelo”, que investiga a tentativa de golpe de Estado de 2022.

O caso envolve um plano que teria como alvos Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que Jair Bolsonaro tinha conhecimento do plano e concordou com sua execução, embora a defesa do ex-presidente negue qualquer envolvimento.

A expressão viralizou nas redes sociais após Janones incentivar membros do grupo “Exército do Lula” a pesquisar sobre o caso no Google, ampliando a circulação de informações sobre as investigações. Isso resultou em um crescimento significativo nas buscas relacionadas ao assunto.

A investigação em questão está ligada ao plano “Punhal Verde e Amarelo”, que foi identificado pela Polícia Federal durante as apurações sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Os investigadores afirmam que o planejamento incluía ações para eliminar as autoridades citadas, utilizando métodos como explosivos e envenenamento.

O documento que delineava o plano foi elaborado por Mário Fernandes, um general da reserva que ocupava um cargo na Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro. O planejamento foi impresso no Palácio do Planalto em 9 de novembro de 2022, e Fernandes foi visto no Palácio da Alvorada no mesmo dia, segundo registros da Polícia Federal.

Embora o plano tenha sido elaborado, a PGR informa que não foi colocado em prática devido à falta de apoio do comando do Exército.

Em fevereiro de 2025, a PGR apresentou uma denúncia ao STF, alegando que Bolsonaro tinha conhecimento do plano e teria concordado com sua execução. O procurador-geral da República afirmou que o documento foi levado ao conhecimento do presidente, que teria anuído ao seu conteúdo.

A defesa de Bolsonaro refutou as alegações, afirmando que o ex-presidente não participou ou autorizou qualquer planejamento para assassinar autoridades. A PGR também enfrentou questionamentos sobre a força das provas apresentadas.

Até o momento, Jair Bolsonaro não foi condenado especificamente por tentativa de homicídio contra Lula. Em setembro de 2025, ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado, sendo considerado o líder da organização criminosa envolvida.

A investigação também revelou a participação de militares das Forças Especiais do Exército no planejamento de ações violentas. Em novembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou nove dos dez réus desse grupo, enquanto um foi absolvido por falta de provas.

Após a condenação, Bolsonaro começou a cumprir pena em novembro de 2025, inicialmente sob custódia da Polícia Federal e depois transferido para uma unidade da Polícia Militar. Em 2026, ele passou a cumprir pena em prisão domiciliar por questões de saúde.

A repercussão da expressão gerou questionamentos sobre os resultados apresentados pelo Google, que não forneceu um resumo automático da pesquisa relacionada à frase “Bolsonaro mandou matar Lula”, ao contrário de outras consultas semelhantes.

Além disso, o senador Flávio Bolsonaro excluiu publicações que criticavam o programa Bolsa Família, insinuando que poderia ser usado de forma eleitoreira. A campanha do candidato à presidência do PL não se manifestou sobre o assunto.

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