Deise de Oliveira responde a cinco perguntas essenciais

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Deise de Oliveira compartilha sua trajetória e novas perspectivas na Comunicação Corporativa.

Me chamo Deise de Oliveira, oriunda de uma família de empreendedores, com raízes na Serra Gaúcha e no litoral catarinense. Nascida em Canoas, cresci em um sítio em Nova Santa Rita e me formei em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em 1999.

Com 24 anos de experiência em hard news, atuei em veículos renomados como CNN Brasil, Folha de S.Paulo, GloboNews, Jornal NH, TV Bandeirantes e Zero Hora. Nos últimos três anos, minha trajetória se voltou para a Comunicação Corporativa, e sou sócia da agência Ovo Comunicação desde maio deste ano.

Minha escolha pelo Jornalismo foi influenciada por uma forte ligação com o rádio e o esporte, especialmente o futebol. Entrei na faculdade com o desejo de trabalhar com Jornalismo Esportivo, em um cenário onde havia poucas mulheres nessa área, mas acabei me dedicando à editoria de Economia na Zero Hora, onde realizei minha primeira pós-graduação em Economia Empresarial. Hoje, possuo cinco pós-graduações e um doutorado em andamento, sempre motivada pelo prazer de contar histórias e informar.

Desde que ingressei na Ovo Comunicação, reconheci que minha experiência em redações poderia ser um diferencial na Comunicação Corporativa. Minha habilidade em identificar o que pode se tornar notícia e encontrar o momento certo para apresentar pautas me permite transformar as ações de cada cliente em oportunidades de comunicação relevantes e de interesse público.

Os 24 anos em grandes redações, incluindo uma década na Folha de S.Paulo, ampliaram minhas conexões profissionais e me proporcionaram uma nova perspectiva estratégica na sociedade. Essa nova fase é uma oportunidade de contribuir de maneira ainda mais significativa para os resultados dos nossos clientes.

Os maiores desafios nesta nova atuação incluem a adaptação do meu timing ao do cliente. É essencial equilibrar a dinâmica da produção de notícias com objetivos estratégicos que envolvem construção de autoridade e gestão de reputação. Todas as decisões precisam ser alinhadas a esses objetivos de forma ética e responsável.

Além disso, a inteligência artificial (IA) trouxe transformações significativas para a assessoria de imprensa, que deve agora focar não apenas em grandes veículos, mas também na presença digital das marcas. A qualidade das informações e a diversidade de fontes se tornaram cruciais em um ambiente onde as pessoas buscam respostas em sistemas de IA. Esse cenário exige novas estratégias, mantendo os fundamentos do Jornalismo.

Com a experiência acumulada na Comunicação Corporativa e minha trajetória nas redações, vejo meu trabalho evoluindo para a consultoria estratégica. A transformação dos veículos de imprensa altera a dinâmica dos jornalistas, que necessitam de fontes qualificadas e informações confiáveis.

Daqui a cinco anos, pretendo estar ainda mais consolidada nesse papel consultivo, conectando os objetivos das organizações às demandas da sociedade e às necessidades do Jornalismo, contribuindo para uma comunicação estratégica que preserve a credibilidade e a relevância da informação.

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