Arroba do boi sobe em quatro estados e atinge R$ 385, segundo Cepea
Preço da arroba do boi gordo apresenta altas em diversas regiões do Brasil.
O preço da arroba do boi gordo registrou aumentos de até R$ 10 em regiões do Tocantins, Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais. A oferta restrita de animais para abate continua a sustentar as cotações, mesmo com a demanda enfraquecida por carne bovina em algumas áreas.
O mercado pecuário demonstrou uma melhora na liquidez, com um aumento no volume de negócios realizados ao longo do dia. As negociações ocorreram com preços firmes, registrando estabilidade em algumas praças e reajustes positivos em outras, mantendo a tendência observada desde o início de outubro.
No Tocantins, a situação é marcada pelo número reduzido de frigoríficos em operação, mas os compradores ativos conseguiram fechar negócios com aumentos entre R$ 5 e R$ 10 por arroba para bois e vacas. Os maiores reajustes foram observados nas negociações a prazo, com preços variando entre R$ 355 e R$ 360 por arroba, enquanto as escalas de abate variaram de três a 13 dias.
Em Cuiabá, no Mato Grosso, as cotações também avançaram, com uma valorização de R$ 5 por arroba para machos e fêmeas. A oferta limitada de animais e a decisão de muitos pecuaristas de reter o gado nas propriedades restringiram as negociações na região, onde os preços oscilaram entre R$ 350 e R$ 355 por arroba, com escalas de abate entre quatro e sete dias.
No noroeste do Paraná, a demanda por animais destinados ao abate se manteve aquecida, resultando em reajustes de R$ 10 por arroba para o boi gordo. As negociações foram realizadas entre R$ 380 e R$ 385. No norte de Minas Gerais, os preços também subiram cerca de R$ 10, tanto para machos quanto para fêmeas, com o boi gordo sendo negociado em torno de R$ 365 por arroba, sustentado pela disponibilidade restrita de animais para abate.
No mercado de reposição, a oferta limitada de bezerros continua a ser um dos principais fatores que sustentam os preços. O Indicador do Bezerro Cepea/Esalq, referente a Mato Grosso do Sul, registrou uma média à vista de R$ 3.501,39 por cabeça. Este resultado representa uma valorização de 1,6% em outubro, reforçando o cenário de preços firmes na pecuária, tanto para os animais destinados ao abate quanto para aqueles comercializados no mercado de reposição.